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Saúde

Estudo encontra diferença nas mortes entre usuários de ISRS e benzodiazepínicos

Análise de prontuários identificou menor proporção de mortes entre pacientes que usavam ISRS durante a imunoterapia contra tumores sólidos.

Estudo encontra diferença nas mortes entre usuários de ISRS e benzodiazepínicos

Uma análise de registros médicos encontrou menor proporção de mortes entre pacientes com tumores sólidos que usavam inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) durante a imunoterapia. O estudo não prova que os antidepressivos tenham causado o resultado, mas identificou uma diferença em relação aos usuários de benzodiazepínicos.

Os pesquisadores compararam 1.567 pessoas que tomavam ISRS com outras 1.567 que usavam benzodiazepínicos. Os grupos foram formados a partir de adultos com depressão ou ansiedade e foram pareados segundo 49 características anteriores ao início do tratamento. Entre os critérios estavam dados demográficos, características dos tumores, outras doenças, medicamentos e resultados de exames laboratoriais.

Resultados do acompanhamento

Nos dois anos analisados, 368 pacientes do grupo dos ISRS morreram. No grupo dos benzodiazepínicos, foram registradas 539 mortes. As proporções foram de 23,5% e 34,4%, respectivamente.

O grupo de comparação também recebia medicamentos para problemas de saúde mental, como ansiedade e insônia. Com isso, a análise não colocou lado a lado apenas pessoas que usavam antidepressivos e pessoas sem tratamento psiquiátrico.

Os participantes haviam iniciado o uso de inibidores de checkpoint imunológico, medicamentos empregados na imunoterapia para bloquear sinais que impedem o sistema imunológico de atacar células tumorais. O estudo incluiu pacientes tratados entre 2015 e 2025, com dados da plataforma de registros eletrônicos de saúde TriNetX.

Hipótese sobre a imunidade

Os ISRS atuam sobre a serotonina, um neurotransmissor. Fluoxetina, sertralina e escitalopram estão entre os medicamentos dessa classe. Os pesquisadores avaliam se esses remédios podem influenciar a resposta imunológica durante o tratamento do câncer.

“Uma forma simples de explicar é que os ISRS podem liberar um segundo freio na imunidade”, afirmou o oncologista Cho-Hao Lee, um dos autores. A hipótese considera que a imunoterapia depende da capacidade das células de defesa de reconhecer e atacar o tumor.

Publicado na revista PLOS Medicine em 29 de setembro, o estudo foi conduzido por pesquisadores do Hospital Geral Tri-Service e da Universidade Médica de Defesa Nacional, em Taiwan. A pesquisa excluiu pessoas com cânceres do sangue e avaliou apenas adultos com tumores sólidos. Os próprios dados não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito entre o uso dos antidepressivos e a redução das mortes.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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