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Saúde

Vesículas da placenta preservam memória em modelo animal de Alzheimer

Pesquisa encontrou menor acúmulo de beta-amiloide e inflamação cerebral, mas a terapia ainda não foi testada em pessoas.

Vesículas da placenta preservam memória em modelo animal de Alzheimer

Camundongos com características da doença de Alzheimer tiveram melhor desempenho em testes de memória após receber, pelo nariz, vesículas produzidas por células da membrana amniótica, parte da placenta humana. O estudo também identificou menor presença de beta-amiloide no hipocampo, região ligada à memória.

Publicado em 9 de setembro na revista Translational Neurodegeneration, o trabalho avaliou as vesículas extracelulares, estruturas microscópicas liberadas pelas células que carregam moléculas para outras áreas do organismo. A hipótese era que a aplicação nasal permitisse a chegada dessas partículas ao cérebro.

No experimento, camundongos fêmeas receberam o tratamento duas vezes por semana, dos três aos nove meses de idade. A aplicação começou antes dos déficits cognitivos previstos no modelo utilizado. As vesículas foram localizadas no hipocampo, em neurônios e na micróglia, conjunto de células de defesa do cérebro.

Depois de três e seis meses, os animais apresentaram melhora em avaliações de memória e em tarefas de reconhecimento de objetos e ambientes. Uma das técnicas usadas pelos pesquisadores apontou queda de 53% nos níveis de beta-amiloide no hipocampo.

As análises também indicaram redução da inflamação cerebral e aumento de proteínas associadas à formação e à manutenção das conexões entre neurônios. A fosforilação da proteína tau, outra alteração relacionada ao Alzheimer, não teve mudança significativa.

Resultados ainda iniciais

Além dos testes em animais, a equipe examinou neurônios produzidos a partir de células de pacientes com Alzheimer. Nesse modelo de laboratório, o tratamento ajudou a preservar estruturas importantes para a comunicação entre as células nervosas.

Os pesquisadores ressaltam que a estratégia ainda não foi administrada a pessoas. Os resultados em camundongos não permitem concluir que os mesmos efeitos ocorrerão em pacientes. Novos estudos deverão investigar o funcionamento das vesículas, definir doses e avaliar a segurança antes de uma eventual etapa de testes clínicos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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