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Saúde

Nódulo percebido meses após mamografia leva a diagnóstico de câncer triplo negativo

Catarina Novaes identificou uma alteração no seio esquerdo cinco meses após uma mamografia sem alterações e concluiu o tratamento em 2025.

Nódulo percebido meses após mamografia leva a diagnóstico de câncer triplo negativo
Foto: Arquivo pessoal

Catarina Novaes, 45 anos, percebeu um nódulo no seio esquerdo cinco meses depois de uma mamografia sem alterações. A investigação revelou um câncer de mama invasivo de grau 3, posteriormente classificado como triplo negativo.

O exame havia sido feito em março, durante um check-up ginecológico. Em agosto, Catarina notou a alteração e procurou atendimento dois dias depois. A médica avaliou que o nódulo provavelmente era uma alteração hormonal e recomendou uma ultrassonografia quando ela tivesse tempo.

Cerca de 15 dias depois, Catarina decidiu fazer o exame em um laboratório que funcionava em um shopping. O médico identificou o nódulo e recomendou uma punção por causa de algumas características da alteração. Ela então procurou uma ginecologista de confiança, que solicitou novos exames.

Investigação e tratamento

A apuração do caso incluiu mamografia, exames complementares e biópsia. O resultado indicou câncer invasivo de grau 3. A lesão foi retirada por meio de cirurgia conservadora, com remoção do tumor e de uma margem de tecido ao redor, sem retirada de toda a mama.

O exame imuno-histoquímico inicialmente apontou um tumor luminal B. Após a análise do material retirado na cirurgia, porém, o tumor foi classificado como triplo negativo. Esse subtipo não apresenta receptores para estrogênio e progesterona nem expressão da proteína HER2.

O oncologista Jorge Abissamra Filho, do Hospital Santa Clara, explica que uma mamografia normal não elimina a possibilidade de um câncer surgir nos meses seguintes. “A mamografia é um excelente exame de rastreamento, mas não consegue detectar 100% dos cânceres”, afirma.

Segundo o médico, alguns tumores podem aparecer entre duas mamografias ou já estar presentes sem serem visíveis no exame, especialmente em mulheres com mamas densas. Tumores triplo negativos também podem apresentar maior velocidade de proliferação.

Em 2 de dezembro de 2024, Catarina iniciou quimioterapia intravenosa. Foram 16 ciclos ao longo de cinco meses, seguidos por 15 sessões de radioterapia durante três semanas e oito ciclos de quimioterapia oral. O tratamento terminou em 17 de novembro de 2025.

No dia seguinte, ela fez um PET scan. O resultado, divulgado em 19 de novembro, não mostrou áreas afetadas pela doença. Catarina está em remissão e segue em acompanhamento com a oncologista.

Diagnóstico precoce

O tumor tinha 1,7 centímetro e havia comprometimento de um linfonodo, sem metástase em outras partes do corpo. Para o oncologista Romualdo Barroso, do Hospital Brasília e diretor nacional de Pesquisa Clínica da Rede Américas, a descoberta em fase inicial amplia as possibilidades de tratamento.

“Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de cura e, muitas vezes, menor a necessidade de tratamentos mais agressivos”, afirma.

Após o tratamento, Catarina passou a manter acompanhamento médico e a fazer exames. Também reduziu o consumo de álcool, priorizou frutas, legumes e verduras e tenta aumentar a frequência de exercícios físicos. “Conhecer o meu corpo foi fundamental para rapidamente perceber que aquele nódulo não estava ali antes”, afirma.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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