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Saúde

Estudo relaciona menopausa antecipada a alterações cerebrais e diagnóstico mais precoce de Alzheimer

Pesquisa acompanhou mais de 2,6 mil mulheres e identificou diferenças na memória, na substância branca e na idade do diagnóstico.

Estudo relaciona menopausa antecipada a alterações cerebrais e diagnóstico mais precoce de Alzheimer
Foto: Reprodução

Mulheres que entram na menopausa mais cedo apresentaram perda de memória mais rápida, desempenho cognitivo inferior e diagnóstico de Alzheimer em idade menor. A associação foi observada em um estudo com mais de 2,6 mil participantes, acompanhadas por até 18 anos.

A pesquisa foi publicada no JAMA Network Open em 25 de agosto. Os dados vêm de dois estudos de longo prazo realizados nos Estados Unidos, que fizeram avaliações anuais de memória, raciocínio e saúde neurológica.

A diferença apareceu principalmente na memória episódica, responsável por registrar lembranças de fatos e experiências do cotidiano. As participantes com menopausa antecipada também receberam o diagnóstico de Alzheimer mais cedo. Em média, a antecipação da menopausa em 10 anos esteve associada a quase dois anos a menos até a identificação da doença.

Alterações observadas nos exames

Parte das mulheres passou por exames de imagem durante o acompanhamento. Nessa análise, aquelas com menopausa mais precoce tiveram aumento mais rápido de alterações na substância branca, área envolvida na comunicação entre diferentes regiões do cérebro.

As alterações aparecem como pequenas áreas nos exames e estão associadas à perda de função cognitiva durante o envelhecimento. Em um intervalo de 10 anos, mulheres que tiveram a menopausa cinco anos antes apresentaram cerca de 15% mais dessas alterações do que outras participantes com perfil semelhante.

O resultado foi observado principalmente entre mulheres com menopausa natural, quando a redução hormonal ocorre gradualmente, e não depois de cirurgia.

Relação com os hormônios

A menopausa envolve a queda na produção de estrogênio, hormônio que participa de funções cerebrais. Ele atua na regulação do metabolismo, na resposta inflamatória e na comunicação entre neurônios.

Com a redução do estrogênio, o cérebro pode ficar mais vulnerável a alterações relacionadas ao envelhecimento. O Alzheimer é uma doença progressiva que prejudica a memória e outras funções cognitivas. O sinal inicial mais comum é a perda de memória recente; com a evolução, podem surgir confusão com horários e lugares, irritabilidade, mudanças na fala e dificuldade para lembrar fatos antigos.

O Ministério da Saúde afirma que o Alzheimer é o tipo mais comum de demência em pessoas idosas e responde por mais da metade dos casos registrados no Brasil.

Os autores indicam que o período da menopausa pode ser relevante para acompanhar a saúde cerebral e identificar riscos mais cedo. O estudo, porém, não prova uma relação de causa direta entre a menopausa antecipada e o Alzheimer.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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