São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Saúde

Educação e autonomia redesenham família e maternidade entre brasileiras

Ao longo das gerações, mulheres brasileiras passaram a estudar mais, ter menos filhos e adiar decisões sobre casamento e maternidade.

Educação e autonomia redesenham família e maternidade entre brasileiras
Foto: Reprodução/TV Globo

A queda no número de filhos acompanha mudanças na educação, no trabalho e na autonomia das mulheres brasileiras. Até a década de 1960, elas tinham, em média, mais de seis filhos. Em 2022, o índice chegou a 1,55 filho por mulher, segundo dados do IBGE.

A formação das famílias também mudou. Pesquisadores apontam que há menos casamentos, enquanto aumentou o número de pessoas que moram sozinhas ou com os pais. Nas novas gerações, também são menos numerosos os filhos.

Educação e escolhas

As histórias de três gerações mostram como o acesso ao estudo ampliou as possibilidades de decisão. Lilian, da geração X, priorizou a formação profissional e adiou a maternidade. Ela teve a primeira filha aos 34 anos, quando essa idade ainda era considerada tardia. Hoje, avalia que ter filhos mais tarde se tornou mais comum.

A trajetória de Vilma também ilustra a mudança. Uma bisavó da família teve 19 filhos, enquanto Vilma teve apenas uma filha. Ela concluiu o ensino médio; a filha alcançou o pós-doutorado e se tornou professora da USP. “Tenho muito orgulho dessa história. Eu criei ela sozinha”, afirmou Vilma.

Segundo os especialistas citados, a ampliação do acesso à educação foi central para que as novas gerações passassem mais tempo estudando e tivessem mais possibilidades de escolha.

Relacionamentos e envelhecimento

As transformações chegaram às expectativas sobre casamento e maternidade. Divorciada, Lilian vive uma união estável, mas mora em uma casa diferente da do companheiro. Para ela, diminuiu a pressão para casar e ter filhos. “O essencial era buscar uma certa independência, buscar estudar, tentar equilibrar mais e não só que a mulher foi feita para casar e ter filhos”, disse.

Maria, da geração baby boomer, se casou aos 17 anos sob regras mais rígidas para os relacionamentos. Depois de ter filhos, formou-se em fisioterapia. Após ficar viúva, descobriu o turismo de aventura e passou a viajar sozinha de carro por diferentes países e estados brasileiros.

As experiências mostram que cada geração ampliou as possibilidades da seguinte, com mudanças na forma de definir família, carreira, trabalho e independência. Persistem desafios e desigualdades, mas as mulheres passaram a ter mais espaço para decidir os rumos da própria vida.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5