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Saúde

Mudanças na aprendizagem podem indicar sofrimento emocional entre estudantes

Alterações no foco, na memória e na convivência exigem observação objetiva, acolhimento e encaminhamento adequado pela escola.

Mudanças na aprendizagem podem indicar sofrimento emocional entre estudantes

Alterações na forma de aprender podem indicar que um estudante enfrenta sofrimento emocional. Em situações de estresse intenso ou persistente, atenção, memória de trabalho e planejamento ficam comprometidos porque o cérebro mobiliza recursos para responder a uma percepção de ameaça, explica a psicopedagoga Elaine Cristina, especialista em Neurociência Cognitiva e Neuropsicopedagogia.

A dificuldade para seguir instruções ou recuperar conteúdos já aprendidos pode aparecer junto a mudanças na maneira de se relacionar. Para Elaine, a escola deve investigar essas alterações antes de associá-las a desinteresse ou falta de estudo.

Sinais variam conforme a idade

A psicóloga Flávia Marsola Cembranel, que atua clinicamente com adolescentes e adultos, afirma que o sofrimento se manifesta de maneiras diferentes ao longo do desenvolvimento. Entre crianças, podem surgir irritabilidade, choro, recusa escolar e dores de cabeça ou de barriga. Como nem sempre conseguem expressar o que sentem, os sinais também podem aparecer no comportamento e no corpo.

Na adolescência, o isolamento, as mudanças no sono, a apatia, a irritabilidade e a perda de interesse estão entre as possíveis manifestações. Nem todo jovem em sofrimento parece triste.

A equipe pedagógica deve comparar o comportamento atual com o padrão habitual do estudante, em vez de tirar conclusões a partir de um sinal isolado. O professor não deve atuar como terapeuta nem rotular o aluno com termos clínicos. O papel é observar e registrar comportamentos concretos. Uma descrição pode indicar que, nas últimas três semanas, o estudante se isolou no intervalo e teve queda de rendimento, sem classificá-lo como deprimido.

Acolhimento e encaminhamento

A abordagem deve ser simples, direta e aberta à escuta. A escola também precisa acionar a equipe diretiva e os protocolos de proteção quando houver suspeita de violência, autoagressão ou ideação suicida.

Medidas como dividir tarefas longas em etapas menores, dar instruções claras e evitar exposição pública podem reduzir gatilhos e devolver previsibilidade à rotina, sem retirar os desafios do aprendizado.

Na conversa com os pais, a orientação é apresentar as mudanças observadas e propor uma investigação conjunta. Flávia defende uma comunicação colaborativa, sem acusações ou diagnósticos prévios.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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