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Saúde

Obesidade exige prevenção, tratamento e políticas além dos medicamentos

A inclusão de remédios no SUS depende de critérios, financiamento e acompanhamento, enquanto indicadores de obesidade continuam avançando no país.

Obesidade exige prevenção, tratamento e políticas além dos medicamentos
Foto: Reprodução/Getty Images

A obesidade entre adultos cresceu 118% no Brasil entre 2006 e 2024, e mais de seis em cada dez brasileiros têm excesso de peso. Os dados são da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, que também registrou aumento de 135% no diabetes e de 31% na hipertensão.

O levantamento indica ainda que a atividade física durante o deslocamento caiu de 17% para 11,3% entre 2009 e 2024. A pesquisa é feita por telefone e considera peso e altura informados pelos próprios entrevistados, o que pode levar à subestimação dos índices.

Nesse cenário, a distribuição gratuita de medicamentos para emagrecer não substitui uma política ampla para enfrentar a doença. A incorporação de um remédio ao Sistema Único de Saúde depende de análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, além da definição do público atendido, de protocolos clínicos, financiamento, logística e acompanhamento.

Uma oferta ampla dos medicamentos é estimada em cerca de R$ 8 bilhões por ano. A definição de quem receberá o tratamento, quem financiará a iniciativa e por quanto tempo o atendimento será mantido está entre os pontos necessários para transformar a promessa em política pública.

O combate à obesidade também envolve cirurgia bariátrica, alimentação saudável e atividade física regular. Outras medidas citadas incluem tributação de alimentos, melhorias no transporte urbano para estimular deslocamentos a pé ou de bicicleta e segurança em ruas e praças para permitir a prática de exercícios.

A projeção é que o excesso de peso consuma cerca de 3% do Produto Interno Bruto do Brasil em 2035. O impacto inclui gastos relacionados a infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e amputações. A obesidade é descrita como uma doença crônica e complexa, que requer cuidado contínuo e não deve ser tratada como falta de força de vontade.

A estratégia defendida combina prevenção e tratamento, com metas, prazos e orçamento. O uso de medicamentos pode fazer parte dessa resposta, mas o enfrentamento da obesidade depende de ações que atravessem diferentes governos e áreas além do Ministério da Saúde.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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