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Saúde

Organoides humanos distinguem sinais após duas semanas de estímulos elétricos

Rede com três organoides apresentou respostas mais rápidas e estáveis, enquanto sistemas menores não mostraram a mesma mudança.

Organoides humanos distinguem sinais após duas semanas de estímulos elétricos
Foto: Milad Fakurian/Getty Images

Redes formadas por três organoides cerebrais humanos passaram a diferenciar sinais elétricos depois de duas semanas de estímulos repetidos em laboratório. A mudança não apareceu nos sistemas com um ou dois organoides nem nas estruturas que não receberam estímulos.

Os organoides são estruturas produzidas a partir de células humanas reprogramadas para um estado semelhante ao de células-tronco. Eles reproduzem parte da organização e da atividade do cérebro, mas não formam um cérebro completo. Por isso, são usados para investigar processos que não podem ser testados diretamente em pessoas.

Teste com eletrodos

O experimento foi liderado pelo neurocientista Yoshiho Ikeuchi, da Universidade de Tóquio, no Japão. Os pesquisadores montaram redes com um, dois e três organoides e acompanharam as diferenças entre elas após um período de crescimento.

As estruturas foram colocadas sobre chips com eletrodos. Esses dispositivos permitiram aplicar estímulos elétricos em pontos específicos e registrar a atividade gerada em outras regiões da rede. Com o tempo, os organoides também passaram a se conectar por meio de axônios e apresentaram atividade elétrica sincronizada.

No começo, as respostas aos estímulos eram muito parecidas. Depois das sessões repetidas, apenas as redes com três organoides apresentaram uma distinção mais clara: o terceiro organoide respondeu de maneira diferente aos sinais recebidos pelos outros dois. As respostas ficaram mais rápidas, estáveis e fáceis de identificar.

O estudo foi publicado em 28 de setembro na revista Communications Biology. Os pesquisadores classificam o resultado como um aprendizado básico, distante do funcionamento de um cérebro humano completo. Para eles, a observação sugere que a organização do tecido interfere na capacidade de processar informações.

O modelo pode ser usado para investigar como circuitos neurais surgem e como o cérebro desenvolve a capacidade de distinguir informações. Pesquisas futuras poderão testar esses sistemas em tarefas mais complexas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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