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Saúde

Neurociência orienta leitura de sinais e preparo para falar com o chefe

Sandro Eduardo recomenda regular o corpo, escolher o momento e observar mudanças no comportamento durante conversas difíceis.

Neurociência orienta leitura de sinais e preparo para falar com o chefe
Foto: VEJA.com/Thinkstock

Conversas com a chefia podem perder clareza quando o corpo reage ao risco de discordar, discutir uma meta, admitir um problema ou negociar um prazo. O coração acelera, a respiração encurta e a atenção se estreita. Esse estado pode prejudicar funções do córtex pré-frontal ligadas à organização de argumentos, ao controle de impulsos e à escolha das palavras.

Sandro Eduardo, pesquisador em neurociência aplicada aos negócios, afirma que o preparo não deve se limitar ao ensaio das frases. A orientação é respirar mais lentamente, fazer uma pausa breve e definir o resultado esperado antes de iniciar o diálogo.

Observe mudanças, não gestos isolados

A comunicação inclui voz, postura, expressão facial, ritmo e contexto. Por isso, a mesma frase pode produzir efeitos diferentes conforme a maneira como é dita. “Como podemos corrigir isso?” tende a abrir mais espaço para a conversa do que uma acusação direta de erro.

Durante o encontro, a recomendação é acompanhar alterações no comportamento da outra pessoa. Uma resposta que fica mais curta, um rosto mais tenso ou interrupções que começam repentinamente podem indicar mudança no clima da conversa. Nenhum desses sinais, sozinho, permite interpretar pensamentos ou intenções. O que importa é a mudança em relação ao padrão anterior e o contexto em que ela ocorre.

A neurociência, segundo Sandro Eduardo, não oferece uma fórmula para convencer ou manipular chefes. A comunicação envolve percepção, sinais emocionais e ajustes ao longo do diálogo, enquanto os sistemas nervosos dos participantes reagem um ao outro.

Escolha o momento e a abordagem

O horário disponível na agenda não é o único critério. Falar durante uma crise, depois de uma reunião tensa ou na presença de outras pessoas pode aumentar a reatividade e a afirmação de autoridade. Quando possível, a conversa deve ocorrer em ambiente reservado.

A abordagem pode começar pelo fato, seguir com a explicação do impacto e terminar com uma alternativa. Antes de entrar, é indicado relaxar o corpo, falar mais devagar do que a ansiedade impulsiona e definir o objetivo em uma frase. Também é recomendável perguntar se o chefe está bem e tem tempo para conversar.

Se houver resistência, a orientação é investigar antes de insistir. A posição hierárquica amplia responsabilidades e poder de decisão, mas não torna o chefe superior como pessoa. Para Sandro Eduardo, essa percepção pode reduzir a submissão automática e favorecer uma postura firme.

Quando as intenções da liderança ferem os valores da pessoa e o ambiente está degradado, a recomendação é preservar a saúde mental e se organizar para buscar um novo ambiente. Sandro Eduardo é criador do método Inteligência NeuroComunicacional e autor de O Poder da Inteligência Comunicacional e Inteligência NeuroComunicacional na Prática.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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