Planos de saúde deverão cobrir o DIU hormonal e a inserção do dispositivo para pacientes com endometriose que não possam usar ou não consigam aderir aos contraceptivos orais combinados (COC). A regra da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) entra em vigor em 1º de outubro.
A mudança foi publicada pela ANS nesta terça-feira, 22. A cobertura será obrigatória quando houver indicação prevista em bula ou quando a paciente tiver contraindicação ou dificuldade de adesão aos contraceptivos orais combinados.
A Resolução Normativa nº 680, de 18 de setembro de 2026, alterou o rol de procedimentos da agência e criou uma diretriz específica para pacientes com endometriose que atendam aos critérios definidos.
Os contraceptivos e os progestágenos são considerados tratamentos hormonais de primeira linha para controlar a dor e os sangramentos ligados à doença. O DIU hormonal é uma alternativa para as pacientes que não podem utilizar esses medicamentos.
Tratamento da endometriose
A endometriose ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o útero e descama mensalmente, cresce em outras áreas do corpo. Entre os locais afetados estão a região ao redor dos órgãos reprodutivos, o intestino e a bexiga.
A doença pode provocar inflamação crônica, dor pélvica intensa, cólicas menstruais severas e dor durante as relações sexuais. Em alguns casos, também pode estar associada à infertilidade. A condição afeta entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva.
O tratamento pode incluir medicamentos, cirurgia ou a combinação das duas abordagens. A escolha considera a gravidade dos sintomas, a extensão e a localização da doença, o desejo de gravidez, a idade, os efeitos adversos dos medicamentos e os riscos de complicações cirúrgicas.
Quando a paciente não deseja engravidar naquele momento, o foco pode ser o controle da dor e do avanço da doença, com anticoncepcionais combinados, progestágenos, DIU hormonal ou medicamentos para aliviar os sintomas. Para quem deseja engravidar, podem ser adotadas estratégias de preservação da fertilidade, indução da ovulação ou cirurgia para retirar focos da doença.
O Ministério da Saúde informa que o desejo reprodutivo influencia a escolha do tratamento, mas não significa que a endometriose necessariamente cause infertilidade. Desde 2025, pacientes que atendem aos mesmos pré-requisitos também podem ter acesso ao DIU hormonal pelo Sistema Único de Saúde (SUS).








