Metade das pessoas com hipertensão que faziam tratamento ainda apresentava pressão acima de 140 por 90 mmHg na Inglaterra. O dado integra uma análise da Oxford Population Health baseada em participantes do programa Our Future Health, avaliados entre 2022 e 2025.
O estudo, publicado na BMJ Public Health em 23 de setembro, também identificou que 59% das pessoas com pressão alta nunca tinham recebido diagnóstico nem usavam medicamentos para controlar a condição. No total, 37% dos participantes atendiam aos critérios de hipertensão.
Diferenças por idade e sexo
A frequência da hipertensão variou conforme a idade. O índice foi de 15% entre pessoas de 18 a 39 anos e chegou a 71% entre aquelas com 80 anos ou mais. Entre os homens, a condição apareceu em 42% dos avaliados, contra 29% entre as mulheres.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) orientou os critérios usados pelos pesquisadores. Foram considerados hipertensos os participantes com pressão a partir de 140 por 90 mmHg ou que já utilizavam remédios para controlar a doença.
A equipe analisou a presença da hipertensão, o conhecimento sobre o diagnóstico, a realização de tratamento e o controle da pressão. Os resultados indicam que as dificuldades não estão restritas à identificação da doença: também envolvem o acompanhamento e a efetividade das estratégias adotadas.
Discussão sobre as diretrizes
O estudo afirma que as orientações do sistema de saúde britânico podem contribuir para o cenário. As regras exigem várias medições antes da confirmação do diagnóstico e, em determinadas situações, priorizam mudanças de hábitos antes do início dos medicamentos.
Para Wenyu Liu, principal autor da análise, a abordagem atual não tem sido suficiente para detectar e tratar a hipertensão. O pesquisador afirmou que a condição atinge grupos diferentes e também aparece entre adultos jovens.
Os autores defendem uma identificação mais ativa da doença e o início do tratamento considerando o risco cardiovascular, e não somente os níveis de pressão. A hipertensão é apontada no estudo como fator de risco para AVC, doenças cardíacas e morte precoce.








