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Saúde

Estudo aponta receptor que pode reduzir inflamação no cérebro

Pesquisa com células e tecido cerebral humano identificou o P2X7 como possível alvo para controlar respostas inflamatórias.

Estudo aponta receptor que pode reduzir inflamação no cérebro

Um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, identificou um receptor que pode ajudar a reduzir a inflamação associada ao Alzheimer e a outras doenças neurológicas. A pesquisa foi publicada na revista Brain em 19 de fevereiro.

Os pesquisadores analisaram culturas de células cerebrais e amostras de tecido obtidas durante cirurgias. O foco foi o receptor P2X7, envolvido na ativação de processos inflamatórios no cérebro e na liberação de citocinas, proteínas que regulam a inflamação.

Bloqueio do receptor

A equipe usou um composto já existente para bloquear o P2X7. Nas amostras analisadas, a medida reduziu a resposta inflamatória. O efeito foi observado tanto em células quanto em fragmentos de tecido cerebral humano.

Para investigar o funcionamento das células de defesa do cérebro, os cientistas desenvolveram em laboratório um modelo a partir de células do sangue. Elas foram transformadas em estruturas semelhantes à microglia, células responsáveis por coordenar a resposta imunológica no sistema nervoso.

O modelo permitiu observar a reação dessas células a sinais inflamatórios. Com o bloqueio do P2X7, foram interrompidos sinais liberados em situações de dano celular. Os resultados foram confirmados em tecido cerebral humano retirado durante procedimentos neurocirúrgicos.

Segundo os pesquisadores, o mecanismo pode estar envolvido em diferentes condições, como Alzheimer, Parkinson e lesões cerebrais traumáticas. O uso de medicamentos que atuam no receptor poderá ser avaliado em estudos clínicos no futuro, para verificar se a estratégia reduz a inflamação em pacientes com doenças neurodegenerativas ou lesões no cérebro.

Atualmente, não há tratamentos farmacológicos eficazes para controlar a inflamação em muitas dessas condições. A identificação do receptor pode orientar novas abordagens de tratamento.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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