A madrugada e a noite concentraram 57,4% dos prejuízos provocados por roubos de medicamentos no Brasil no primeiro semestre de 2026. Os crimes registrados durante a madrugada responderam por 32,9% das perdas, enquanto os ocorridos à noite representaram 24,5%. No mesmo período de 2025, esses índices eram de 14,4% para a madrugada.
As vias urbanas foram responsáveis por 39,6% dos prejuízos, quase o dobro dos 20,4% registrados no primeiro semestre de 2025. Entre as rodovias, a BR-101 concentrou 17,1% das perdas, seguida pela BR-116, com 8,2%.
Rio de Janeiro lidera perdas
O Rio de Janeiro respondeu por 36,6% dos prejuízos nacionais, à frente de São Paulo, com 30,9%, e de Minas Gerais, com 9,3%. No estado do Rio, a capital sozinha concentrou 20,1% das perdas do país.
O Sudeste reuniu 77,2% dos prejuízos no primeiro semestre de 2026, ante 60,5% um ano antes. A região aparece no levantamento com a maior parcela das perdas entre as áreas analisadas.
Medicamentos entre os principais alvos
Os produtos farmacêuticos passaram da sexta para a terceira posição entre os segmentos mais atingidos por roubos de cargas. No primeiro semestre de 2026, eles representaram 19% dos prejuízos no Brasil. No mesmo período de 2025, a participação havia sido de 2,8%.
Ozempic e Mounjaro, usados no tratamento da obesidade, estão entre os medicamentos procurados por quadrilhas, assim como os psicoestimulantes Ritalina e Venvanse. Parte das mercadorias é revendida ilegalmente pela internet, em grupos de venda clandestina.
Medicamentos de alto custo, como produtos oncológicos, imunobiológicos e terapias para doenças raras, também são roubados. Muitos precisam permanecer entre 2°C e 8°C. A interrupção da cadeia de frio pode comprometer a garantia de que os produtos continuem adequados para uso.
Segundo levantamento divulgado pela ABRADIMEX em julho, os roubos de cargas causaram R$ 283 bilhões em perdas no canal farmacêutico brasileiro em 2025.








