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Saúde

Irritação, isolamento e queda de produtividade exigem atenção à saúde mental

Mudanças no comportamento, no autocuidado e nas relações podem indicar sofrimento emocional e justificar uma avaliação profissional.

Irritação, isolamento e queda de produtividade exigem atenção à saúde mental
Foto: pikisuperstar/Magnific

Mudanças no comportamento, como irritação acima do habitual, isolamento e esquecimentos, podem indicar sofrimento emocional. Esses sinais merecem atenção principalmente quando se repetem, ganham intensidade ou começam a prejudicar a rotina, as relações e o autocuidado.

Tristeza, ansiedade, medo e estresse fazem parte da vida e, sozinhos, não caracterizam um transtorno. A avaliação considera a intensidade das emoções, a frequência com que aparecem e o impacto no funcionamento da pessoa. “Mais do que perguntar há quanto tempo a pessoa está triste ou ansiosa, é preciso observar intensidade, persistência e impacto no funcionamento”, explica a psicóloga Marcelle Passarinho Maia, coordenadora de psicologia do Hospital Santa Lúcia.

Alterações que podem ser discretas

O sofrimento nem sempre é percebido de imediato. Dificuldade de concentração, queda de produtividade, cansaço frequente, perda de interesse por atividades e mudanças no sono ou no apetite estão entre os sinais possíveis. Uma pessoa comunicativa pode passar a se isolar, enquanto alguém organizado pode deixar de realizar tarefas simples.

Manter as atividades do dia a dia também não significa necessariamente estar bem. Algumas pessoas continuam funcionando, mas fazem isso com esforço emocional elevado.

Por que a ajuda pode demorar

A dificuldade de reconhecer o problema pode estar ligada à tentativa de minimizar o que se sente ou à ideia de que a situação é apenas uma fase. O psiquiatra Matheus Cheibub, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que a negação e a racionalização podem surgir quando o sofrimento é associado à fraqueza. O estigma relacionado aos transtornos mentais também pode atrasar a busca por apoio.

Quando buscar avaliação

A orientação é procurar avaliação quando houver sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou familiar. Também indicam necessidade de apoio os sintomas persistentes, o aumento da intensidade, a piora na qualidade de vida, as dificuldades nas relações, a queda no autocuidado e o uso de álcool ou outras substâncias para lidar com as emoções.

A identificação precoce permite intervir antes que o sofrimento aumente. Para Marcelle, o cuidado em saúde mental não deve ser reservado apenas a situações graves e também pode ter caráter preventivo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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