São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
Saúde

Suplementos podem causar excessos e interagir com remédios, alertam especialistas

A escolha deve considerar alimentação, saúde e objetivo; uso sem avaliação pode causar excesso de nutrientes e atrasar diagnósticos.

Suplementos podem causar excessos e interagir com remédios, alertam especialistas

A combinação de suplementos pode levar ao consumo excessivo de nutrientes e interferir em medicamentos e exames. Por isso, vitaminas, minerais, whey protein e outros produtos devem ser avaliados por profissionais de saúde, considerando a alimentação, as condições clínicas e o objetivo do uso.

Riscos do uso por conta própria

O excesso de vitamina D pode aumentar o cálcio no sangue e causar lesão renal. Doses elevadas de vitamina B6 por períodos prolongados estão associadas a formigamento e dormência. Também pode haver interação com remédios: ferro e cálcio podem prejudicar a absorção da levotiroxina, enquanto a biotina pode alterar resultados laboratoriais.

O endocrinologista Renato Zilli, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), afirma que pessoas saudáveis, com alimentação equilibrada e sem fatores de risco, muitas vezes não precisam de suplementação. A nutricionista Adriana Fanaro, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva em São Paulo, recomenda avaliar a rotina alimentar, os medicamentos e o histórico de saúde antes de escolher um produto.

Exames laboratoriais podem ser úteis, mas não são exigidos em todas as situações. Cansaço, queda de cabelo e dificuldade de concentração, isoladamente, não justificam o uso de vitaminas. Esses sinais podem ter causas diferentes, e a suplementação sem investigação pode atrasar o diagnóstico.

Quando a suplementação pode ser indicada

O uso pode ser necessário quando a alimentação não fornece o suficiente, há maior demanda nutricional ou existe dificuldade de absorção. Em caso de deficiência confirmada, como de ferro ou vitamina B12, o tratamento deve ter dose e duração definidas, com investigação da causa e reavaliação posterior.

A necessidade também pode aparecer em pessoas que seguem alimentação vegana, no planejamento da gravidez e durante a gestação, quando o ácido fólico pode ser indicado. Cirurgias bariátricas podem exigir suplementação contínua, e idosos com pouco apetite podem precisar de apoio para atingir as necessidades nutricionais.

Mesmo quando o uso é prolongado, produtos e doses precisam ser revistos. Crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças renais ou hepáticas necessitam de avaliação mais cuidadosa. Quem tem doença renal deve conversar com o médico antes de usar whey ou creatina, que não são obrigatórios para a prática de exercícios.

“O importante é não transformar uma indicação de alguns meses em um uso eterno por conta própria”, afirma Zilli.

A orientação é levar à consulta a relação dos produtos usados e conferir ingredientes, quantidade por porção e advertências. A Anvisa recomenda buscar um profissional, respeitar a dose e o período indicados e informar efeitos inesperados. O acompanhamento ajuda a definir se o suplemento deve ser mantido, ajustado ou suspenso.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5