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Saúde

Droga que reduz Lp(a) ainda precisa provar proteção contra infarto

A terapia Kylo-11 reduziu a lipoproteína(a) em até 97% por um ano, mas estudos maiores ainda precisam confirmar benefício cardiovascular.

Droga que reduz Lp(a) ainda precisa provar proteção contra infarto
Foto: Kateryna Kon/SPL/Getty Images

O primeiro grande estudo criado para verificar se a redução da lipoproteína(a), ou Lp(a), evita infartos e AVCs não alcançou seu objetivo. O medicamento pelacarsen diminuiu a substância no sangue, mas não reduziu infartos, AVCs e mortes entre pacientes acompanhados por anos.

O resultado foi anunciado pela farmacêutica Novartis após o estudo Lp(a)HORIZON, que envolveu mais de 8 mil pessoas com doença cardíaca e níveis elevados de Lp(a). A conclusão mostra que melhorar o resultado de um exame não prova, por si só, que haverá menos eventos cardiovasculares.

O que mostrou a nova terapia

Outra pesquisa avaliou a Kylo-11, uma molécula de terapia gênica apresentada no Congresso Europeu de Cardiologia e publicada na revista científica The Lancet. O estudo incluiu 70 voluntários saudáveis na China.

Uma aplicação reduziu a Lp(a) entre 53% e 97%, conforme a dose, e o efeito permaneceu por um ano. Não foram observadas reações no local da aplicação nem efeitos adversos atribuídos ao medicamento.

A Kylo-11 atua por silenciamento gênico: entra no fígado e desliga o gene responsável pela produção da Lp(a). A estratégia busca interromper a fabricação da substância, em vez de apenas tentar removê-la do sangue.

Por que o resultado ainda é inicial

O estudo da Kylo-11 é de fase 1, com poucos participantes e duração limitada. Esse tipo de pesquisa avalia segurança e efeito biológico, mas não responde se a terapia reduz o número de infartos, AVCs ou mortes.

A Lp(a) é semelhante ao colesterol LDL e, em 80% a 90% dos casos, é determinada pela herança genética. Uma em cada cinco pessoas no mundo teria níveis elevados. Como não provoca sintomas e quase nunca aparece nos exames de rotina, a alteração pode passar despercebida.

A dieta, a atividade física e as estatinas não costumam reduzir a Lp(a) de forma significativa. Outras moléculas, incluindo a Kylo-11, continuam em pesquisa para esclarecer se uma queda de 90% ou mais pode alterar o risco cardiovascular.

Enquanto não há essa resposta, a fonte recomenda conversar com um médico sobre medir a Lp(a) ao menos uma vez na vida quando existe histórico familiar de infarto ou AVC precoce. Saber que o nível está alto não muda, por ora, o tratamento disponível.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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