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Saúde

Neutrófilos ajudam na reconstrução do cérebro em teste de biomaterial após AVC

Material criado na Universidade Duke favoreceu vasos, fibras nervosas e mobilidade de ratos após um AVC isquêmico, mas ainda não foi testado em humanos.

Neutrófilos ajudam na reconstrução do cérebro em teste de biomaterial após AVC
Foto: peterschreiber.media/Getty Images

Neutrófilos, células de defesa geralmente ligados à inflamação no início de um AVC, contribuíram para a reconstrução do tecido cerebral em uma etapa posterior do processo, segundo testes com animais. A descoberta faz parte de um estudo da Universidade Duke, nos Estados Unidos, sobre um biomaterial injetável para áreas lesionadas por AVC isquêmico.

Quando um coágulo interrompe o fluxo de sangue no cérebro, parte do tecido pode morrer e deixar uma cavidade. Mesmo com a circulação normalizada, essa região não se recupera sozinha. O material desenvolvido pelos pesquisadores é aplicado nesse espaço e forma uma estrutura porosa, que serve de suporte para a chegada de células e a reorganização do tecido.

A equipe adicionou ao biomaterial sinais biológicos capazes de atrair células do sistema imune e estimular a criação de vasos sanguíneos. Quando a presença dos neutrófilos foi reduzida, houve menor formação de vasos e menos reorganização na área afetada.

“O resultado sugere que o papel dessas células depende do momento e do ambiente em que atuam”, afirmou a pesquisadora Shangjing Xin.

Efeitos observados nos animais

Além da resposta imunológica, o tratamento estimulou o crescimento de vasos sanguíneos e fibras nervosas no local da lesão. Os ratos tratados também apresentaram melhora na mobilidade. Em testes de caminhada, o desempenho ficou semelhante ao de animais sem lesão após algumas semanas.

Os pesquisadores verificaram ainda que os sinais biológicos não produziram o mesmo efeito quando foram aplicados sem o biomaterial. O resultado indica que a estrutura física participa do processo de recuperação.

“Nosso objetivo é modificar o local da lesão para que diferentes processos de reparo ocorram ao mesmo tempo”, explicou a engenheira biomédica Tatiana Segura, que lidera o estudo.

Os resultados foram publicados na revista Cell Biomaterials em 21 de julho. A pesquisa ainda está em fase pré-clínica e precisa de novos testes para avaliar a segurança e esclarecer a participação de diferentes células. A equipe também estuda usar células humanas em laboratório para produzir os sinais biológicos do material.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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