A produção brasileira de tilápia passou de cerca de 285 000 toneladas para mais de 707 000 toneladas em pouco mais de dez anos. O crescimento da cadeia chegou a 148% entre 2015 e 2025, conforme a nova edição do Observatório do Peixe, desenvolvido pela Alianima.
A espécie representa 70% dos peixes cultivados para comercialização no Brasil. Também corresponde a 92% do volume exportado pela piscicultura brasileira. Para especialistas da Alianima, o avanço está ligado à demanda interna e externa e a melhorias no manejo.
Originária do Oriente Médio e do norte da África, a tilápia foi introduzida em maior escala no Brasil na década de 1970. As características reprodutivas, o comportamento dominador, o preço competitivo e a aceitação da carne branca e suave ajudaram a ampliar sua presença entre produtores e consumidores.
Luciene Mignani, diretora de Desenvolvimento e Inovação da Secretaria Nacional de Aquicultura, do Ministério da Pesca e Aquicultura, afirmou que “a tilapicultura brasileira alcançou um elevado nível de desenvolvimento”. Para ela, o país reúne condições para se consolidar entre os principais produtores mundiais de pescado cultivado.
O Observatório do Peixe reuniu dados e estudos sobre etapas que vão da criação ao abate, incluindo o transporte. O levantamento aborda sustentabilidade e bem-estar animal, além de aspectos como alimentação, densidade, qualidade da água e práticas de abate.
Características nutricionais
A tilápia é uma fonte magra de proteínas. Um filé de 100 gramas tem cerca de 120 calorias, e o teor proteico representa entre 16% e 19% da composição do alimento.
A quantidade de ômega-3 é menor que a encontrada em peixes como salmão ou sardinha. Em compensação, a tilápia oferece minerais como selênio, associado à imunidade, e fósforo, importante para os ossos.
O modo de preparo interfere no resultado nutricional e no equilíbrio da receita. As versões assada, cozida ou no sashimi são apresentadas como alternativas mais vantajosas que a frita.
Caroline Maia, especialista em peixes da Alianima, disse que ainda são necessários dados mais concretos para medir com precisão os impactos econômicos diretos das melhorias na cadeia.








