A Anatel determinou medidas contra duas empresas após identificar mais de 4,3 milhões de chamadas adulteradas entre setembro de 2025 e junho de 2026. A prática, conhecida como spoofing, altera o número que aparece como origem da ligação.
A Voros Telecomunicações foi apontada pela agência como responsável por chamadas para empresas que realizam grandes volumes de ligações. A Anatel concluiu que a companhia prestou serviço de telecomunicações clandestino. Por isso, Algar, Datora e Foco não poderão liberar parte da capacidade de tráfego para a empresa.
No caso da ELO Contact Center, que presta serviços de telemarketing para a TIM, a agência identificou ligações com números fora dos padrões do setor. A TIM terá de bloquear, em até 30 dias, chamadas que tenham a central como origem.
A Anatel afirmou que as medidas procuram impedir ligações com o número de origem alterado. Segundo o órgão, a prática “dificulta a identificação do efetivo originador das comunicações e pode ser utilizada em fraudes ou outras condutas irregulares”.
Relatórios de rastreamento
TIM, Algar, Itelco e Surf Telecom também terão de apresentar, em até 30 dias, relatórios sobre a origem das ligações adulteradas sinalizadas pela Anatel. A agência disse que essas prestadoras registraram um grande volume de tráfego irregular.
À Anatel, a Voros afirmou que não oferece chamadas voltadas à rede pública e atribuiu às operadoras parceiras a responsabilidade pelo identificador de origem. A ELO declarou que as irregularidades foram provocadas por um fornecedor e que tomou medidas para corrigir o problema. A TIM disse não ter ingerência sobre a falha e informou ter aplicado penalidades contratuais à parceira.
Algar e Surf Telecom afirmaram que as chamadas adulteradas decorreram de contratos de intermediação com outras empresas, sem origem em suas redes próprias. A Itelco não respondeu às intimações da agência.








