São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Tecnologia

Operadoras terão de bloquear chamadas adulteradas ligadas a duas empresas

Anatel determinou medidas contra Voros Telecomunicações e ELO Contact Center após identificar mais de 4,3 milhões de chamadas com origem alterada.

Operadoras terão de bloquear chamadas adulteradas ligadas a duas empresas
Foto: Priscilla Du Preez/Unsplash

A Anatel determinou medidas contra duas empresas após identificar mais de 4,3 milhões de chamadas adulteradas entre setembro de 2025 e junho de 2026. A prática, conhecida como spoofing, altera o número que aparece como origem da ligação.

A Voros Telecomunicações foi apontada pela agência como responsável por chamadas para empresas que realizam grandes volumes de ligações. A Anatel concluiu que a companhia prestou serviço de telecomunicações clandestino. Por isso, Algar, Datora e Foco não poderão liberar parte da capacidade de tráfego para a empresa.

No caso da ELO Contact Center, que presta serviços de telemarketing para a TIM, a agência identificou ligações com números fora dos padrões do setor. A TIM terá de bloquear, em até 30 dias, chamadas que tenham a central como origem.

A Anatel afirmou que as medidas procuram impedir ligações com o número de origem alterado. Segundo o órgão, a prática “dificulta a identificação do efetivo originador das comunicações e pode ser utilizada em fraudes ou outras condutas irregulares”.

Relatórios de rastreamento

TIM, Algar, Itelco e Surf Telecom também terão de apresentar, em até 30 dias, relatórios sobre a origem das ligações adulteradas sinalizadas pela Anatel. A agência disse que essas prestadoras registraram um grande volume de tráfego irregular.

À Anatel, a Voros afirmou que não oferece chamadas voltadas à rede pública e atribuiu às operadoras parceiras a responsabilidade pelo identificador de origem. A ELO declarou que as irregularidades foram provocadas por um fornecedor e que tomou medidas para corrigir o problema. A TIM disse não ter ingerência sobre a falha e informou ter aplicado penalidades contratuais à parceira.

Algar e Surf Telecom afirmaram que as chamadas adulteradas decorreram de contratos de intermediação com outras empresas, sem origem em suas redes próprias. A Itelco não respondeu às intimações da agência.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5