A Huawei apresentou nesta segunda-feira (7) a série Mate XT2, formada por smartphones que se dobram duas vezes e podem assumir o formato de uma tela semelhante à de um tablet. Os aparelhos usam o chip Kirin 9050 Pro, desenvolvido pela própria fabricante.
Os preços começam em 19.999 iuanes, cerca de R$ 15.280, e chegam a 24.999 iuanes, aproximadamente R$ 19.100. As vendas estão previstas para começar em 12 de setembro.
O CEO da Huawei, Richard Yu, afirmou que o aumento dos custos de memória e a adoção de novas tecnologias pressionaram a definição dos valores. “Definir os preços neste momento é um verdadeiro desafio”, disse ele em uma coletiva de imprensa.
Recursos e desempenho
A nova série tem mecanismo de dobragem redesenhado, maior resistência à água e uma função de tela que dificulta a visualização do conteúdo por pessoas próximas. Os aparelhos também receberam câmeras aprimoradas.
De acordo com testes da empresa, o desempenho geral é 42% superior ao da série anterior. A Huawei afirma ainda que o novo chip combina maior capacidade de processamento com menor consumo de energia.
A arquitetura do componente, chamada LogicFolding, integra o princípio da “Lei de Escala de Tau”. A Huawei revelou esse conceito em maio como uma forma de ajudar a empresa a superar restrições dos Estados Unidos ao acesso a tecnologias avançadas.
A Xiaomi deve lançar um smartphone dobrável concorrente nesta segunda-feira. A Apple apresentará sua nova série de iPhones na quarta-feira (9), em meio à expectativa de que também mostre um modelo dobrável.
A Huawei é a única grande marca que vende atualmente um smartphone com três dobras. A empresa não pode vender seus produtos nos Estados Unidos, onde autoridades consideraram a companhia um risco à segurança nacional.
A Samsung, líder mundial em vendas de smartphones dobráveis, lançou um modelo com três dobras em dezembro, mas suspendeu as vendas após três meses. Em julho, ampliou a linha com um smartphone do tamanho de um passaporte.
No segundo trimestre, a Huawei liderou o mercado chinês de smartphones, com participação de 22,6%, seguida pela Apple, com 18,1%, e pela Xiaomi, com 12,4%. No segmento de dobráveis, a Huawei respondeu por 68% das remessas na China no mesmo período.








