A parcela de brasileiros de 18 a 34 anos que se diz mais preocupada do que animada com a inteligência artificial subiu de 32% em 2025 para 44% em 2026. O aumento foi de 12 pontos percentuais em um ano.
A pesquisa do Pew Research Center ouviu 42.151 pessoas em 36 países, além de entrevistas separadas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. A coleta ocorreu entre fevereiro e maio de 2026.
Expectativas sobre empregos
No Brasil, 42% acreditam que a inteligência artificial reduzirá o número de empregos nos próximos 20 anos. Outros 13% esperam aumento na quantidade de vagas, enquanto 34% não sabem ou não têm opinião formada.
A expectativa de redução supera a de crescimento em 34 dos 37 países e territórios analisados. A mediana entre países de renda alta é de 55% para quem prevê menos empregos. Nos países de renda média, chega a 36%.
Entre os brasileiros, 52% afirmam estar mais preocupados do que animados com o avanço da tecnologia. O índice é superior à mediana de 37% registrada no conjunto pesquisado. Outros 33% estão igualmente preocupados e animados, e 8% se dizem mais animados do que preocupados.
Conhecimento sobre a tecnologia
Uma parcela de 27% dos brasileiros afirma nunca ter ouvido ou lido nada sobre inteligência artificial. Outros 42% dizem ter ouvido ou lido um pouco, e 31% relatam ter tido muito contato com informações sobre o tema.
A parcela que ouviu ou leu muito sobre IA passou de 22% em 2025 para 31% em 2026. A mediana desse grupo é de 50% entre países de renda alta e de 27% entre países de renda média.
Percepção sobre desigualdade
A pesquisa também perguntou sobre os efeitos econômicos da inteligência artificial. No Brasil, 24% avaliam que a tecnologia aumentará a desigualdade nos próximos 20 anos. Para 35%, não haverá impacto significativo nesse aspecto.
A mediana dos que esperam aumento da desigualdade é de 35% nos países de renda alta e de 22% nos países de renda média.
Entre jovens de outros países, 74% dos entrevistados de 18 a 34 anos nos Estados Unidos esperam redução de empregos. O percentual é de 69% no Canadá, 66% na França e 63% na Suécia.








