Apenas 11% dos americanos apoiariam a construção de um data center de inteligência artificial em sua comunidade, segundo pesquisa da Universidade de Massachusetts Amherst publicada nesta semana. O dado aparece em meio à pressão sobre os custos de eletricidade associados ao aumento da demanda de energia do setor.
Nesta quarta-feira (16), a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, por 417 votos a 3, a Lei de Proteção ao Consumidor de Energia. O projeto determina que reguladores estaduais analisem se grandes consumidores, como data centers, devem assumir os custos da infraestrutura de energia criada para atendê-los.
A aprovação ocorreu antes de os parlamentares deixarem Washington para as eleições de meio de mandato de 3 de novembro. A Câmara, de maioria republicana, não havia aprovado anteriormente uma legislação que tratasse diretamente das preocupações econômicas ligadas à expansão dos data centers.
O presidente dos EUA, Donald Trump, apoia o desenvolvimento desses centros como elemento essencial para a liderança em inteligência artificial. No início desta semana, ele afirmou que os data centers enriquecem pessoas e Estados, classificando-os como “o petróleo dos próximos 20, 25 anos”.
O deputado federal Robert Garcia, democrata da Califórnia, disse antes da votação que a proposta não é suficiente, embora tenha apoio de parlamentares que esperam novas reformas. “É claro que eles estão tentando se antecipar à questão dos data centers”, afirmou.
Líderes republicanos da Câmara apresentaram o projeto enquanto parlamentares de ambos os partidos lidam com a preocupação de eleitores sobre o impacto da demanda energética dos data centers nas contas de eletricidade. Garcia também disse que são necessárias proteções reais e concretas para a população.








