São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Brasil

Governo boliviano retira subsídio do diesel e promete ações sociais

Medida foi anunciada após o Congresso autorizar empréstimo de US$ 1,9 bilhão do FMI para reformas econômicas.

Governo boliviano retira subsídio do diesel e promete ações sociais
Foto: Claudia Morales/Reuters

O governo da Bolívia retirou o subsídio ao diesel e informou que adotará ações sociais para reduzir o impacto da medida sobre os setores mais vulneráveis. A decisão ocorreu depois que o Congresso aprovou um crédito de US$ 1,9 bilhão do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O presidente Rodrigo Paz disse que o preço do diesel passará a acompanhar o custo de importação. “A partir de hoje, o diesel custará o mesmo que nos custa comprá-lo fora”, afirmou em mensagem transmitida pelo canal estatal de televisão.

Preço e abastecimento

O litro do diesel chegou a 18 bolivianos, cerca de 2 dólares (10 reais), após um aumento de mais de 100% em agosto. O preço da gasolina e do diesel já havia dobrado em dezembro de 2025.

Paz afirmou que o subsídio ao diesel custa quase 55 milhões de dólares (282 milhões de reais) por semana ao Estado. Segundo o presidente, a política também estimula o contrabando, porque os preços nos países vizinhos são mais altos. Ele declarou que o valor por litro “flutuará de acordo com o preço internacional”, com a promessa de manter o abastecimento e encerrar o negócio dos contrabandistas.

O governo havia anunciado o fim dos subsídios aos combustíveis para janeiro de 2026, mas iniciou a mudança pelo diesel a partir de sexta-feira. Ainda não há decisão sobre a gasolina.

Compromissos econômicos

Para obter o financiamento, Paz se comprometeu com o FMI a acabar com os subsídios aos combustíveis, reduzir o déficit fiscal e as despesas correntes e manter um câmbio flexível. O presidente afirmou que a ajuda poderá estimular novos acordos de cooperação econômica com outros organismos internacionais.

O crédito foi autorizado pelo Senado em definitivo para respaldar o programa integral de reformas econômicas do país. A proposta já havia sido aprovada pelos deputados na quinta-feira.

Ao assumir o poder em novembro do ano passado, Paz encontrou falta de combustíveis e de dólares. Ele atribuiu aos governos de Evo Morales, que comandou o país de 2006 a 2019, e Luis Arce, presidente de 2020 a 2025, a responsabilidade pela pior crise econômica boliviana em 40 anos. As reservas financeiras haviam sido usadas para manter baixos os preços dos combustíveis, provocando ausência quase total da moeda americana.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5