ITÁLIA — A Justiça italiana reabriu a investigação sobre a morte de Michele Della Malva, ex-marido de Adilma Pereira Carneiro, após a brasileira ser condenada à prisão perpétua pelo assassinato de Fabio Ravasio. Della Malva morreu em dezembro de 2011, em um caso inicialmente atribuído a um infarto. Para os promotores, ele pode ter sido envenenado a mando de Adilma.
A brasileira, de 50 anos, foi considerada mentora da morte de Ravasio pelo Tribunal de Assize de Busto Arsizio. O italiano andava de bicicleta na província de Milão quando foi atingido por um carro, em 2024. O episódio foi tratado inicialmente como acidente, mas a acusação sustentou que se tratava de uma emboscada planejada para simular um atropelamento.
Segundo o Ministério Público, Adilma organizou o homicídio durante meses por motivos econômicos, com a intenção de ficar com o patrimônio do companheiro. Ela negou as acusações e afirmou, pouco antes da sentença, que “não tinha motivos para matar Fábio”. Também tentou responsabilizar o ex-marido Massimo Ferreti, condenado no mesmo processo, dizendo que descobrira que ele procurava alguém para matar Ravasio.
Condenações
Além de Adilma, outras sete pessoas foram condenadas por envolvimento no crime. Marcello Trifone e Fabio Lavezzo receberam prisão perpétua. Massimo Ferretti foi sentenciado a 24 anos; Igor Benedito, a 23 anos; Mohammed Dhaibi, a 22; Mirko Piazza, a 14 anos e quatro meses; e Fabio Oliva, a 14 anos.
A família de Ravasio foi representada pelos advogados Francesco Arnone e Vincenzo Montalbano, que disseram estar satisfeitos com a decisão e afirmaram que todos os oito réus foram considerados culpados.
Adilma teria contado com amigos, familiares e amantes para executar o plano. Na imprensa local, recebeu o apelido de “louva-a-deus de Parabiago”, em referência ao inseto cujas fêmeas matam os machos após o acasalamento.








