Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00% Brasília 18°C 18° / 26°
Política

Estudo sugere mandato de 8 anos para ministros do STF e nova avaliação da Justiça

Documento propõe 15 medidas para ampliar a governança do Judiciário, incluindo transparência, mediação e controle da litigância abusiva.

Estudo sugere mandato de 8 anos para ministros do STF e nova avaliação da Justiça

Um estudo assinado pelo professor de Direito Luciano Benetti Timm e pelos pesquisadores Marcelo Justus, Edimara Mezzomo Luciano e Bernardo Geraldini propõe mudanças na governança do Poder Judiciário, entre elas mandatos de 8 anos, sem recondução, para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O documento parte dos resultados registrados pela Justiça em 2024. Foram recebidos 39,4 milhões de novos processos e baixados 44,8 milhões. A taxa de congestionamento caiu para 64,3%, o menor nível dos últimos 16 anos. Mesmo assim, o Judiciário terminou o ano com 80,6 milhões de ações pendentes e despesas de R$ 146,5 bilhões.

Nova forma de avaliação

Os autores afirmam que produtividade e digitalização não são suficientes para explicar problemas como a alta litigiosidade, o congestionamento persistente, o custo do sistema e a pressão sobre os tribunais. A proposta é avaliar também como a Justiça organiza incentivos, administra a demanda, usa tecnologia, coordena decisões e presta contas à sociedade.

O estudo sugere a criação do iGov-Jus, índice que reuniria produtividade, transparência, prestação de contas, tecnologia e gestão. A medida não substituiria os indicadores já usados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas os incorporaria a uma avaliação mais ampla.

Para Luciano Timm, “governança não pode se resumir ao número de processos julgados”. O estudo também aponta que parte da pressão sobre o sistema surge antes da chegada de uma ação ao juiz, por causa de incentivos econômicos, litigantes habituais, falta de mecanismos eficientes de solução de conflitos e regras que estimulam o uso intensivo da Justiça.

Medidas propostas

O documento apresenta 15 sugestões. Entre elas estão o combate à litigância abusiva, a exigência de tentativa prévia de solução extrajudicial em conflitos de consumo, critérios objetivos para a gratuidade da Justiça e a uniformização das custas processuais.

Também são propostas regras para o financiamento de litígios, especialização em casos de massa, formação comportamental de magistrados e ampliação do papel das corregedorias. O estudo recomenda ainda transparência sobre processos disciplinares, análise prévia do impacto de projetos que possam aumentar a judicialização, arbitragem tributária, mediação fiscal e reforço da tutela coletiva.

A última proposta combina mandatos no STF com uma lista tríplice obrigatória para a escolha do procurador-geral da República. O estudo é divulgado durante um debate sobre regras de governança e conduta no sistema de Justiça, que inclui a discussão sobre um Código de Ética para ministros do STF.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5