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Fachin pede encontro com chefe da PF para tratar do caso Master

Ministro diz estar disposto a investigar, sem exceção, o possível envolvimento de integrantes do STF no caso Master.

Fachin pede encontro com chefe da PF para tratar do caso Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin pediu uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para tratar do possível envolvimento de integrantes da Corte no caso Master. Em comunicação enviada à PF, Fachin afirmou estar disposto a investigar tudo, "sem exceção de fatos ou pessoas".

A crise no STF surgiu a partir das suspeitas de participação de ministros em uma trama de corrupção ligada ao Banco Master. A instituição foi liquidada em novembro de 2025, depois da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

Controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, o banco foi acusado de participar de um esquema de fraudes no sistema financeiro envolvendo a compra e a venda de carteiras de crédito sem lastro. Após a apreensão do celular de Vorcaro, a PF identificou mensagens, encontros e relações com políticos, senadores e pelo menos cinco ministros do STF.

Divisão no Supremo

O ministro André Mendonça passou a relatar o caso após Dias Toffoli deixar a função. No início de setembro, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento mencionava 52 mensagens enviadas por Vorcaro a um número ligado a Alexandre de Moraes antes da prisão do banqueiro.

O relatório também citava encontros pessoais e a revisão, por Moraes, de um contrato de cerca de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa. Moraes negou irregularidades e pediu uma investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade e direcionamento das apurações.

Fachin suspendeu decisões conflitantes, retirou o caso do inquérito das fake news conduzido por Moraes, determinou o levantamento de sigilos e levou a controvérsia ao plenário. A disputa dividiu os ministros em grupos alinhados a Mendonça e a Moraes.

A crise afetou a agenda do tribunal e provocou discussões sobre um código de ética para ministros, além de debates sobre transparência, decisões monocráticas e reformas no Judiciário. O impasse continuava nas primeiras semanas de outubro, com pedidos de vista e sem resolução definitiva.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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