O mercado brasileiro de fusões e aquisições movimentou R$ 195 bilhões entre janeiro e junho, alta de 22% sobre os R$ 160 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O levantamento foi realizado pela consultoria KPMG.
A quantidade de operações, porém, recuou 35%. Foram 610 transações nos primeiros seis meses deste ano, ante 938 negócios na primeira metade de 2025. O resultado indica concentração em operações de maior valor e relevância estratégica.
Paulo Guilherme Coimbra, coordenador da pesquisa e sócio da KPMG, afirmou que os investidores continuam encontrando oportunidades relevantes mesmo com a redução no número de negócios.
Principais operações
A aquisição de ativos da South32 pela Alcoa Corporation foi o maior negócio do período, com valor aproximado de R$ 28,5 bilhões. Em outra frente, a USA Rare Earth comprou a Serra Verde por R$ 13,9 bilhões. A Mercuria adquiriu a Raízen Argentina em uma operação de R$ 7,2 bilhões.
Alan Riddell, sócio líder de transações e estratégia da KPMG, disse que empresas e investidores estão concentrando esforços em ativos estratégicos para ampliar crescimento, escala e competitividade.
As operações domésticas passaram de 705 para 419. Já os negócios envolvendo investidores estrangeiros diminuíram de 233 para 191.
Fundos de private equity e venture capital também registraram menos transações. Foram 146 no período, contra 266 no primeiro semestre do ano anterior. Apesar da queda na quantidade, o valor movimentado por esses fundos aumentou mais de 30%.








