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Maurício Hasson assume finanças e relações com investidores da Oncoclínicas

Novo executivo substituirá Isaac Quintino, que ficará na companhia durante a transição antes de deixar o grupo.

Maurício Hasson assume finanças e relações com investidores da Oncoclínicas
Foto: Divulgação

O conselho de administração da Oncoclínicas aprovou a escolha de Maurício Hasson para comandar as áreas financeira e de relações com investidores. A mudança ocorre enquanto a companhia enfrenta dívidas de R$ 5 bilhões, busca recuperação extrajudicial e disputa societária envolvendo uma oferta pública de ações (OPA).

Hasson já trabalhou na Oncoclínicas entre 2015 e 2016 e acumula mais de 14 anos em posições de CFO. Antes, passou por bancos de investimento no Brasil e nos Estados Unidos.

Isaac Quintino continuará na empresa até o fim da transição. Depois, deixará o grupo para seguir novos objetivos profissionais, informou a Oncoclínicas. Ele exercia as duas funções interinamente desde 24 de abril de 2026 e estava havia oito anos na companhia.

OPA e disputa entre acionistas

Em agosto, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu, por três votos a zero, que a Oncoclínicas está sujeita à realização de uma OPA. A determinação obriga acionistas ligados ao fundo americano Centaurus a fazer uma oferta pelos papéis dos minoritários.

O fundo iniciou uma arbitragem contra a gestora Latache, acionista minoritária, para contestar a aplicação da regra prevista no estatuto. Participaram da decisão da CVM Otto Lobo, João Accioly e Igor Muniz. Marina Copola não esteve na reunião porque havia declarado impedimento.

A discussão envolve uma cláusula que exige oferta quando um acionista passa a deter 15% ou mais do capital, com prêmio para os demais investidores. Os minoritários consideram que o gatilho ocorreu após uma reorganização em novembro de 2024, que tornou direta uma participação de 31,83% concentrada no fundo Josephina III.

A Centaurus afirma que não comprou a participação. Segundo a gestora, a fatia já pertencia a ela desde 2018, antes da abertura de capital da Oncoclínicas em 2021, e a operação apenas alterou a forma de detenção. Em junho, a área técnica da CVM acolheu esse entendimento e avaliou que houve redistribuição de uma posição, sem entrada de novo investidor relevante.

A Oncoclínicas apresentou o pedido de recuperação extrajudicial em julho deste ano. O voto sobre a OPA deve ser publicado nesta quarta-feira, com a expectativa de detalhar quais acionistas serão contemplados.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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