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Pastel do Bairro define dois formatos de franquia e mira expansão em São Paulo

Nova marca investiu R$ 500 mil na unidade piloto e prevê franquias com investimento inicial de R$ 50 mil a R$ 150 mil.

Pastel do Bairro define dois formatos de franquia e mira expansão em São Paulo
Foto: Hermann Reipert/Divulgação

O Pastel do Bairro prevê dois modelos de franquia, com investimento inicial a partir de R$ 50 mil para operações voltadas apenas a entregas e de R$ 150 mil para lojas de rua. Criada em abril deste ano, a marca abriu uma unidade piloto em maio e pretende inaugurar cinco franquias até o fim de 2026, inicialmente no estado de São Paulo.

A operação recebeu R$ 500 mil e foi estruturada por Marco Lisboa, Pedro Francisco e Pedro Afonso. A unidade fica na Chácara Santo Antônio, na zona sul de São Paulo, e tem decoração inspirada nas décadas de 1940 e 1950, atendentes de boina, totens digitais e pastéis servidos em tábuas de madeira.

Formato e produtos

O cardápio foi reduzido de 30 para 11 sabores. Entre as opções estão costelinha de porco com molho barbecue e queijo, queijo, pizza, frango com Catupiry e portuguesa. Os pastéis têm 20 cm ou 30 cm. Os salgados custam de R$ 19 a R$ 26 no tamanho menor e de R$ 23 a R$ 38 no maior. Os doces são vendidos apenas com 20 cm e custam, em média, R$ 25.

A massa é comprada de fornecedores, enquanto a montagem e a fritura ocorrem na própria loja. A rede padronizou o uso de óleo de algodão e também desenvolveu embalagens térmicas para delivery e retirada no local.

A empresa estima faturamento mensal de R$ 30 mil a R$ 50 mil para a dark kitchen e de R$ 50 mil para a loja de rua. O prazo previsto para retorno do investimento é de 18 meses nos dois formatos.

Origem da marca

A nova rede surgiu a partir da experiência da Família Panda, pastelaria aberta em 2020 no Jardim Ângela. Pedro Francisco e Pedro Afonso investiram cerca de R$ 6.000 no negócio, que oferecia 30 sabores de pastéis de 30 cm. Marco Lisboa conheceu o estabelecimento em 2025 e propôs uma sociedade.

Em vez de transformar a Família Panda em franquia, os três criaram outra marca e reformularam a operação. A pastelaria do Jardim Ângela continua funcionando, mas não faz parte da nova rede. Lisboa também é dono da 3,2,1 GO!, da 365 Fun Fest e da Legale Vistos.

“Estudei o negócio e propus sociedade com eles, a fim de formatar a operação para franquia”, declarou Lisboa.

Avaliação do modelo

Eduardo Mercadante, consultor de negócios do Sebrae-SP, recomenda analisar a viabilidade econômica da operação antes de investir. Para ele, a experiência anterior dos sócios não substitui a necessidade de testar o novo formato, a unidade e o cardápio da marca.

A Circular de Oferta de Franquia deve apresentar custos, regras, obrigações, histórico e dados financeiros ao candidato. Pela Lei de Franquias, o documento precisa ser entregue pelo menos dez dias antes da assinatura do contrato, do pré-contrato ou do pagamento de taxas.

A Associação Brasileira de Franchising afirma que, quando a franqueadora é recém-constituída, essa condição deve aparecer de forma explícita na documentação. A entidade também destaca a importância da transparência e da boa-fé para que o candidato avalie o estágio do negócio e os riscos do investimento.

“Um negócio que começa em um novo local, sob um novo formato, precisa de tempo para ser testado economicamente”, afirmou Mercadante.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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