A Smarkets, plataforma B2B criada por Mônica Granzo, já movimentou mais de R$ 10 bilhões em transações e afirma ter gerado mais de R$ 1 bilhão em economia para os clientes. Em 2025, a empresa faturou R$ 13 milhões e reunia cerca de 700 empresas, como Gerdau, Itaú, Nestlé, Carrefour e Hospital Sírio-Libanês.
Da área de suprimentos ao negócio próprio
Granzo fundou a empresa em 2014, depois do nascimento da primeira filha e durante um divórcio. O investimento inicial foi de R$ 150 mil, economizados ao longo dos anos de trabalho.
Formada em ciências contábeis, ela havia construído carreira na área de suprimentos. Aos 18 anos, ingressou em um hospital do interior de São Paulo e também participou de um projeto no setor petrolífero em Angola. A experiência ajudou a identificar uma oportunidade para conectar empresas compradoras e fornecedoras.
Antes disso, Granzo vendeu bombons na escola para complementar a renda familiar. Filha de uma mãe dependente química, cresceu em uma família de baixa renda e também trabalhou como caixa de supermercado, vendedora de loja e recepcionista. “Sempre acreditei que o trabalho fosse uma forma de transformar a minha história”, afirma.
Tecnologia própria e captação
No início, a Smarkets utilizava a tecnologia de uma empresa parceira e priorizava a construção de uma operação autossustentável. A empresa começou a dar lucro e gerar caixa somente depois de quatro anos.
Para desenvolver uma plataforma própria, Granzo buscou investidores. A startup levantou R$ 9,6 milhões com recursos de investidores, entre eles um fundo da Microsoft e o grupo Ultra. Ela também trouxe um sócio especializado em tecnologia.
Segundo a fundadora, conquistar clientes e obter recursos financeiros foram os principais desafios. “Foi preciso muita resiliência para persistir, montar estratégias e encontrar caminhos para superar esses obstáculos”, afirma.
A Smarkets passou a usar inteligência artificial em tarefas como comparação de preços, cotações e identificação de inconsistências entre fornecedores. A empresa afirma que a tecnologia reduz o tempo de processamento e aumenta a eficiência das compras corporativas.
Para o economista Jefferson Marcondes, doutorando em Ciências Ambientais pela UTFPR e professor do Centro Universitário Internacional Uninter, em Curitiba (PR), investimentos podem financiar expansão, inovação e modernização. Ele ressalta que a decisão exige avaliar o valor necessário, os riscos, o retorno esperado e as formas de financiamento disponíveis.








