O petróleo Brent subiu 1,07% nesta segunda-feira (7), para US$ 97,31 por barril, e atingiu o maior patamar em seis semanas. Na máxima do dia, a cotação chegou a US$ 98,06, o nível mais alto desde 24 de julho.
A referência internacional acumulou três altas diárias consecutivas e voltou a se aproximar de US$ 100. Na semana passada, o Brent havia registrado alta de quase 8%.
A movimentação ocorreu após o aumento das ameaças entre Estados Unidos e Irã. Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou: "Ataquem nossos ativos e vocês serão atacados". A declaração respondeu ao secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, que havia dito que a frota de petroleiros de Teerã estava totalmente indefesa.
No fim de semana, os dois países trocaram ataques contra embarcações militares e comerciais. A empresa de inteligência Marisks informou que houve uma escalada do conflito marítimo. No domingo (6), Qalibaf declarou que as respostas iranianas seriam "mais rápidas, mais duras e mais dolorosas".
A Marisks avaliou que navios comerciais passaram a ser usados como instrumentos de pressão econômica e que a separação entre o confronto militar e o transporte de cargas foi reduzida.
A guerra provocou uma redução drástica na oferta global de petróleo. Países passaram a consumir reservas estratégicas para evitar o desabastecimento de suas economias, enquanto os estoques de combustíveis nos Estados Unidos ficaram abaixo da média de cinco anos. Analistas da PVM Energy disseram que o cenário é mais grave.
O Goldman Sachs projetou que o barril pode chegar a US$ 120 se as agressões continuarem. Os Emirados Árabes Unidos constroem rotas alternativas de exportação, e o assessor Anwar Gargash afirmou que o país não será "refém" da guerra comercial em meio às restrições no Estreito de Hormuz, rota de 20% do petróleo mundial.
A Opep+ manteve inalterada a política para o petróleo em outubro. A decisão foi tomada em reunião no domingo.








