Pedro Parente afirmou que sua avaliação sobre Flávio Bolsonaro piorou depois de um jantar com o candidato à Presidência da República. Em texto publicado no LinkedIn, o executivo declarou: “Não votarei nele”.
Parente disse que aceitou o convite para ouvir diretamente alguém que poderia disputar o Planalto. O encontro ocorreu em 27 de agosto e reuniu cerca de quinze pessoas, entre empresários e Flávio Bolsonaro. Segundo o executivo, a conversa foi apresentada desde o início como uma reunião sem apoio ou pedido de ajuda para a campanha.
“Havia imprensa na entrada e na saída, e a lista dos presentes foi publicada”, escreveu Parente. Ele também afirmou que não tentou esconder sua participação: “Não tenho nada a esconder”.
Resposta a artigo
A manifestação foi uma resposta a um artigo de João Moreira Salles, no qual Parente foi citado nominalmente sem ter sido procurado, segundo o executivo. Moreira Salles é fundador da revista piauí e integrante da família sócia do Itaú.
Parente disse ter estranhado a citação e afirmou que o texto tirou conclusões sobre suas posições a partir de sua presença no jantar. O artigo criticou parte da elite econômica brasileira por relativizar riscos à democracia para se aproximar da candidatura de Flávio Bolsonaro.
O executivo declarou ser contrário à polarização. Em um artigo publicado em junho, escreveu que “a maior adversária de um projeto nacional é a polarização” e defendeu que “há espaço para um candidato de conciliação”.
Trajetória
Parente foi ministro durante o governo FHC, presidiu a Petrobras e a BRF. Atualmente, é conselheiro de empresas. O artigo de Moreira Salles foi publicado em 1º de outubro.








