Bancos e instituições financeiras foram responsáveis por 36,5% da variação positiva do Ibovespa em outubro, enquanto o setor de utilidade pública respondeu por 22,6%. Petróleo, gás e petroquímica representaram 17,6% do avanço do índice, conforme análise do Itaú BBA.
O desempenho ocorreu em meio à entrada líquida de R$ 13,1 bilhões em capital estrangeiro na B3 durante a primeira semana de outubro. Com o movimento, o saldo acumulado no ano chegou a R$ 40,5 bilhões. O Ibovespa subiu 8,8% em cinco pregões.
A maior entrada diária de recursos estrangeiros já registrada na história da bolsa brasileira ocorreu no dia 5, após a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais. Os dados sobre o recorde são do Itaú BBA.
Ações e projeções de lucro
A alta de outubro se concentrou em ações mais expostas às oscilações do mercado e em papéis que reuniam o maior volume de apostas de queda. O movimento foi associado a compras para desfazer essas posições e à procura por ativos considerados baratos.
Nas quatro semanas anteriores, analistas elevaram em 2,4% as projeções para o lucro líquido das empresas. Saúde teve alta de 10,9%, enquanto petróleo, gás e petroquímica avançou 8,6% entre os segmentos considerados.
Fluxo externo e riscos
O ingresso de recursos aumentou a liquidez da B3, mas a alta ficou concentrada em poucas sessões de fluxo intenso. Para os analistas, isso torna o comportamento da liquidez externa mais volátil daqui para a frente.
No mercado doméstico, fundos ativos de ações tiveram saída líquida de R$ 200 milhões, e os multimercados registraram resgate líquido de R$ 2 bilhões no mês. A continuidade das revisões positivas de lucros e a manutenção do apetite por risco em mercados emergentes são apontadas como condições para sustentar a trajetória. O alerta aos investidores é que a liquidez pode acelerar uma saída se as condições globais mudarem.








