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TIB aponta conflitos de interesse e cobra nova votação no caso Moraes

Entidade afirma que o julgamento no STF comprometeu a confiança no Judiciário e pede medidas contra autoridades envolvidas no processo.

TIB aponta conflitos de interesse e cobra nova votação no caso Moraes

A Transparência Internacional (TIB) Brasil pediu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, seja afastado pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal e cobrou a retomada da votação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível investigação do ministro Alexandre de Moraes.

A entidade apontou conflitos de interesse no julgamento, citando a participação de Moraes na sessão e a falta de declaração de suspeição por Gonet, mencionado em mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O STF começou a analisar nesta terça-feira (15) um relatório da Polícia Federal divulgado pelo ministro André Mendonça. O documento revelou as mensagens entre Moraes e Vorcaro. A votação foi interrompida depois que o ministro Flávio Dino pediu vista, ou seja, mais tempo para examinar o caso.

Antes da interrupção, o decano Gilmar Mendes apresentou uma preliminar para reunir os processos relacionados às condutas de Moraes e Mendonça. Os ministros não concluíram essa análise.

Críticas ao julgamento

Em nota divulgada nesta quarta-feira (16), a TIB afirmou que a condução do processo mostrou uma “preocupante resistência institucional” à abertura de uma apuração contra Moraes. Para a organização, questionamentos sobre a atuação processual de Mendonça não justificam impedir a investigação dos fatos.

A entidade disse que o caso envolvia apenas a possibilidade de apurar fatos apoiados por evidências já conhecidas, e não uma condenação. Também classificou como incompatíveis com a responsabilidade constitucional do STF os ataques pessoais, as intimidações, as agressões verbais, as tentativas de constranger ministros e a contestação da autoridade da presidência da Corte.

Na avaliação da TIB, a falta de uma resposta transparente enfraquece a imparcialidade, amplia a percepção de impunidade e consolida a ideia de um “regime de excepcionalidade para as mais altas autoridades da República”.

A organização alertou ainda que, com a proximidade das eleições, a dificuldade de as instituições investigarem seus próprios integrantes pode aumentar a instabilidade democrática. Também afirmou que a crise alimenta a descrença na igualdade perante a lei e pediu ao STF a devolução do processo por Flávio Dino e a continuidade da votação pelo plenário, sem novas manobras procrastinatórias.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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