A Embraer informou que uma instabilidade global no GPS afetou a operação dos aviões da linha E2, principalmente os usados pela Azul em rotas no Brasil. A fabricante afirmou que o problema não compromete a segurança dos voos, porque as aeronaves contam com sistemas de navegação alternativos.
A família E2 é formada pelos modelos E175-E2, E190-E2 e E195-E2. O E195-E2 é o maior avião comercial já produzido pela Embraer e pode receber até 146 passageiros. Os modelos têm capacidades, pesos e alcances diferentes.
Consumo e demanda
O baixo consumo de combustível e a autonomia estão entre os fatores que aumentaram o interesse pelos aviões. A Fundação Getulio Vargas afirma que o querosene de aviação está entre os principais custos operacionais das companhias aéreas. Em 2025, as maiores empresas do setor destinaram entre 17% e 36% desses custos ao combustível.
A demanda também é influenciada pelo prazo de entrega de aeronaves de fuselagem estreita, que pode chegar a dez anos em fabricantes como Airbus e Boeing. A procura por aviões menores cresceu com a alta das viagens aéreas e com problemas na cadeia de suprimentos que persistem desde a pandemia de Covid-19. Nesse cenário, a Embraer consegue entregar o E2 em menos de dois anos.
Para Bruno Chieregatti, engenheiro mecânico do Instituto Mauá de Tecnologia, o E2 reúne “motores de nova geração” e sistemas de navegação modernos. Segundo ele, a capacidade um pouco menor que a de aviões da Boeing e da Airbus permite às companhias operar rotas com diferentes níveis de demanda.
A linha pode atender voos diretos entre cidades médias e menores, sem conexão em grandes hubs, como São Paulo e Rio de Janeiro. No Brasil, os aviões são operados por Azul e Latam. A Gol fechou a compra de 20 unidades do E195-E2.
Fora do país, os modelos estão presentes ou têm intenção de compra por Avelo Airlines, dos Estados Unidos; Finnair, da Finlândia; Star Air, da Índia; Luxair, de Luxemburgo; e Airlink, da África do Sul.
Em 24 de julho, a Embraer anunciou encomendas de US$ 34,5 bilhões (R$ 177,7 bilhões), considerando todo o portfólio, que inclui jatos particulares e aviões militares. A empresa entregou 141 aeronaves em 2021 e prevê chegar a 255 em 2026. Mesmo com o crescimento, ainda tem porte menor que Airbus e Boeing.








