RORAIMA — O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, é investigado pela Polícia Federal desde julho por suspeitas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da própria PF.
A investigação se tornou pública nesta sexta-feira (11), depois que Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos ligados ao caso do Banco Master sob sua relatoria. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (10), a pedido do presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Os documentos indicam que Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos. O senador nega irregularidades no filme e afirma que não houve uso de recursos públicos na produção.
“Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público”, declarou Flávio durante uma agenda em Roraima na quinta-feira (10). Ele também disse que a produção poderia ser examinada sem que fossem encontradas irregularidades.
Críticas à investigação
Em um vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (10), Flávio afirmou que teria ultrapassado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas eleitorais. Para o senador, o avanço atribuído à própria candidatura teria provocado uma reação contra sua campanha.
“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles. E eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, afirmou.
Flávio também acusou o ministro Flávio Dino, do STF, de usar uma operação da PF para interferir nas eleições. Ele questionou os fundamentos da investigação e afirmou que a medida teria motivação política.








