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Economia

Decisão sobre filme de Bolsonaro registra compra de BYD paga em espécie

Coaf comunicou pagamento de R$ 102.190 feito pela empresária Karina Ferreira da Gama na compra de um carro da BYD.

Decisão sobre filme de Bolsonaro registra compra de BYD paga em espécie

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação Make Up registra a compra de um BYD paga integralmente em dinheiro vivo pela empresária Karina Ferreira da Gama. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal nesta 5ª feira (10.set.2026) para investigar o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

O veículo é um BYD Song Plus 1.5 16V Aut. Híbrido, modelo 2025, placa TKM6A18. O valor de referência na Fipe era de R$ 184.858,00, enquanto o pagamento feito por Karina foi de R$ 102.190,00.

A transação ocorreu em 13 de janeiro de 2025 na CMD BD Comércio de Automóveis Elétricos Ltda., concessionária localizada em São Paulo. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) comunicou a operação à decisão de Dino. “Motivou a comunicação o fato de a compra ter sido paga com valores totais em espécie”, afirma o documento.

Karina é dona da GoUp Entertainment, responsável pela produção do filme. As apurações sobre “Dark Horse” começaram como desdobramento da operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro. A produção-executiva do longa está a cargo de Mário Frias.

Investigações no Supremo

O Supremo tem 2 inquéritos relacionados ao caso. Um deles, sob relatoria do ministro André Mendonça, investiga fraudes do Banco Master e também apura o financiamento do filme. O outro, relatado por Flávio Dino, trata de possíveis irregularidades envolvendo emendas ao Orçamento e inclui a investigação sobre como a cinebiografia foi bancada.

A apuração conduzida por Dino começou depois que os deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Henrique Vieira (Psol-RJ) pediram ao Supremo uma investigação sobre suspeitas no financiamento de “Dark Horse”. Eles alegaram que emendas ao Orçamento poderiam ter sido usadas de forma irregular.

Em 28 de agosto de 2026, a defesa de Mário Frias apresentou ao presidente do STF, Edson Fachin, uma petição afirmando que André Mendonça deveria ser o juiz natural do caso. Fachin não havia respondido até a publicação do texto.

Em maio de 2026, conversas extraídas de celulares de Daniel Vorcaro, apreendidos na operação Compliance Zero, mencionaram o financiamento do filme. Em um áudio, o senador Flávio Bolsonaro aparece pedindo dinheiro ao ex-banqueiro para custear a produção. A partir dessas mensagens, pedidos de investigação foram encaminhados ao Supremo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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