SÃO PAULO — As lojas do Grupo Marabraz permanecem abertas enquanto a empresa busca reorganizar suas dívidas em recuperação judicial. A varejista afirma que enfrenta dificuldades financeiras e de liquidez, mas considera viável a continuidade da atividade comercial.
Na petição apresentada à Justiça de São Paulo, o grupo pediu autorização para acessar imóveis retomados por locadores e retirar bens e mercadorias. A solicitação também abrange locais sujeitos a ordens de despejo: a empresa quer impedir que os proprietários bloqueiem a entrada durante o período necessário para a retirada dos produtos. Uma relação de endereços e proprietários foi incluída no documento.
A Marabraz solicitou ainda a liberação de recursos financeiros bloqueados e a preservação de serviços de água, energia, internet e telefone. Também pediu a suspensão, por 180 dias, das cobranças feitas por credores.
O requerimento foi apresentado como uma emenda à petição de recuperação judicial protocolada em 15 de agosto de 2026. A proteção contra cobranças costuma ser concedida após a aceitação judicial do processo, mas empresas podem pedir a antecipação dos efeitos enquanto o pedido de reestruturação é analisado.
O processo envolve um passivo de R$ 140,188 milhões e 5 empresas ligadas à operação: Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços.
Empresas consideradas essenciais
A varejista relacionou fornecedoras que considera indispensáveis ao funcionamento das lojas e das estruturas necessárias para manter a operação. A Redecard contestou sua inclusão. À Justiça, a empresa de pagamentos afirmou que rescindiu o contrato por inadimplemento acumulado em 25 de novembro de 2025 e que seus serviços não fazem parte da cadeia produtiva do grupo.
Segundo a Marabraz, o processo pretende reorganizar as dívidas e assegurar a continuidade dos negócios.








