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Economia

Márcio Canella é preso em operação que investiga lavagem de R$ 7,6 bilhões

Deputado estadual do Rio foi detido na 8ª fase da operação Unha e Carne, que apura uso de postos para lavar dinheiro.

Márcio Canella é preso em operação que investiga lavagem de R$ 7,6 bilhões

O deputado estadual Márcio Canella (União Brasil) foi preso na manhã de 15.out.2026, durante a 8ª fase da operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A investigação apura uma organização criminosa suspeita de usar postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. O esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em 6 anos.

Márcio Correia de Oliveira, de 49 anos, foi o 2º deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro. Sua trajetória política inclui mandatos de vereador, deputado estadual, deputado federal e prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Trajetória política

Canella começou na política em 2012, quando foi eleito vereador de Belford Roxo. Em 2016, tornou-se vice-prefeito do município. Dois anos antes, havia conquistado uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em 2018, voltou à Alerj e depois foi eleito para a Câmara dos Deputados, em Brasília.

Em 2024, foi eleito prefeito de Belford Roxo. Renunciou ao cargo no início de 2026 para tentar uma vaga no Senado Federal pelo Rio de Janeiro. Em agosto, abandonou o plano e anunciou, em seu perfil no Instagram, que disputaria novamente a Assembleia Legislativa. Na eleição, terminou como o 2º deputado estadual mais votado do Estado.

Esta foi a 2ª prisão de Canella no contexto da operação. Em julho, durante a 6ª fase, policiais federais o prenderam em flagrante após encontrarem um fuzil no carro que ele ocupava. O político afirmou que a arma não era dele. Ele ficou no Bangu 8, no Complexo de Gericinó, e foi solto 4 dias depois.

Quando era prefeito, Canella publicou vídeos sobre denúncias de grupos milicianos em Belford Roxo. Em um deles, relatou cobranças por Pix atribuídas a paramilitares. Em outra publicação, citou um miliciano identificado como Lobinho, apontado como responsável por ordenar o corte do abastecimento de água no Condomínio San Marino para pressionar moradores a pagar propina.

As denúncias, recebidas também pelo canal “Linha Direta com Canella”, foram encaminhadas ao Ministério Público do Rio e à Polícia Civil. A defesa do deputado não havia respondido ao pedido de manifestação até a publicação das informações.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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