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Economia

Saneamento e energia puxam alta dos aportes privados no governo Lula

Investimentos empresariais em infraestrutura somaram R$ 618 bilhões nos três primeiros anos do mandato, acima do registrado na gestão Bolsonaro.

Saneamento e energia puxam alta dos aportes privados no governo Lula
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os investimentos privados em saneamento básico devem alcançar R$ 77,2 bilhões durante o governo Lula, alta de 418% em relação à gestão Jair Bolsonaro. Considerando apenas os três primeiros anos de cada mandato, os aportes passaram de R$ 9,9 bilhões para R$ 49,6 bilhões, crescimento de 401%.

No conjunto da infraestrutura, as empresas investiram R$ 618 bilhões nos três primeiros anos do atual mandato. O valor supera em 11% os R$ 556,7 bilhões registrados nos quatro anos de Bolsonaro. Se as projeções para 2026 forem confirmadas, a diferença entre os governos chegará a 53%, segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib).

Em energia elétrica, os investimentos privados chegaram a R$ 339,8 bilhões entre 2023 e 2025, alta de 73,3% na comparação com os três primeiros anos da gestão anterior, que somaram R$ 196,1 bilhões. O acumulado atual também supera em 21,3% os R$ 280,2 bilhões investidos nos quatro anos completos do governo Bolsonaro.

Os aportes empresariais em transporte e logística devem atingir R$ 161,9 bilhões no mandato Lula, avanço de 84,4%. Nos três primeiros anos de cada gestão, os investimentos em rodovias, ferrovias e portos subiram de R$ 62,2 bilhões para R$ 118,6 bilhões, alta de 90,7%.

A exceção foi o setor de telecomunicações, que teve queda de 13,8%. Os investimentos recuaram de R$ 127,9 bilhões nos três primeiros anos de Bolsonaro para R$ 110,2 bilhões no período equivalente sob Lula. A Abdib relaciona a redução à conclusão da implantação da tecnologia 5G, que concentrou gastos até 2022.

Somados os recursos públicos e privados, os investimentos em infraestrutura cresceram 52,2%. O total foi de R$ 714,2 bilhões entre 2019 e 2022, em valores corrigidos pela inflação, e chegou a R$ 1,1 trilhão nos últimos quatro anos, incluindo os R$ 300 bilhões projetados pela Abdib para 2026.

A participação privada no total ficou próxima nos dois períodos: 77,9%, com R$ 556,7 bilhões, entre 2019 e 2022, e 78,6%, com R$ 854 bilhões, entre 2023 e 2026.

O economista Fabio Andrade, professor da ESPM, atribui parte da diferença à pandemia, à inflação de insumos e à alta da Selic, que passou de 2% para 13,75% ao ano no governo Bolsonaro. Ele também cita mudanças nas políticas externa e ambiental e o amadurecimento de reformas regulatórias.

Para o advogado Fernando Vernalha, do Vernalha Pereira, as concessões e Parcerias Público-Privadas avançaram nos governos de direita e de esquerda por causa da restrição fiscal. O setor defende investimentos totais de pelo menos R$ 507 bilhões por ano. Atualmente, os aportes representam aproximadamente 2,3% do PIB, abaixo dos 4% a 4,5% considerados necessários por especialistas durante ao menos uma década.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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