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Economia

Senise e Roesler relembram arte, mercado e reconstrução de acervo

Em videocast, artista e galerista discutem a Geração 80, a expansão de uma galeria e a perda de obras em um incêndio.

Senise e Roesler relembram arte, mercado e reconstrução de acervo
Foto: Reprodução TV Folha

Daniel Senise e Nara Roesler discutiram a formação de artistas, o mercado de arte contemporânea e a preservação da memória em uma edição do videocast Desenquadrando, conduzida pelo economista Marcos Lisboa.

Senise rejeitou a ideia de que a chamada Geração 80 tenha sido um movimento artístico organizado. Para ele, o período foi marcado pela experimentação de jovens que buscavam novos caminhos após as transformações da arte moderna, em um contexto de redemocratização do país. “Estávamos todos lá fazendo alguma coisa, mas ninguém sabia muito bem o quê”, afirmou.

O artista associou esse ambiente ao parque Lage, no Rio de Janeiro, que funcionava como uma escola livre. Segundo Senise, a falta de um currículo estruturado favorecia experiências diversas e tornava o Rio mais experimental que São Paulo naquele período. Ele disse que não existia um programa comum entre os artistas.

A trajetória de Nara Roesler

Nara Roesler contou que começou sua carreira no Recife, onde as fronteiras entre música, gravura, teatro, manifestações populares e arte erudita eram menos definidas. Ela citou o Ateliê Coletivo, formado por artistas como José Cláudio e Samico, que compartilhavam conhecimentos e compravam materiais com a venda de obras.

Ao abrir sua galeria, Roesler afirmou que ainda não havia mercado de arte contemporânea no Recife. Para aproximar a produção pernambucana de outras regiões, convidou artistas para expor e críticos e jornalistas para conhecer a cena local. A relação com os artistas também marcou seu trabalho, especialmente com Tomie Ohtake.

Em 2015, a galeria abriu um escritório em Nova York para manter contato com críticos e colecionadores depois das feiras. Os artistas, porém, passaram a pedir a criação de um espaço expositivo na cidade.

A trajetória também inclui um incêndio em um galpão usado como reserva técnica, que destruiu cerca de 2.000 obras. Roesler recebeu a notícia enquanto estava no México, durante a pandemia, tentando chegar aos Estados Unidos para se vacinar. Ela comparou a identificação das obras perdidas à espera diante de um necrotério e afirmou: “Morreram pessoas que eram as obras”.

Segundo a galerista, o apoio dos artistas ajudou a manter a galeria em funcionamento. Senise relacionou essa reconstrução à necessidade de avançar sem abandonar o repertório acumulado. Para ele, a inquietação permite experimentar sem repetir fórmulas já conhecidas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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