O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou nesta terça-feira (29) o fim da greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Os ministros concluíram que a paralisação não foi abusiva e estabeleceram o retorno imediato dos trabalhadores às atividades.
A decisão sobre o dissídio coletivo concedeu reajuste equivalente a 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de 0,6% de aumento real. A regra terá validade de dois anos e também será aplicada aos benefícios de auxílio-refeição/alimentação, auxílio-cesta alimentação, auxílio-creche, auxílio-babá e indenização por assalto ou acidente.
Os funcionários estavam parados desde 10 de setembro. Pelo entendimento do TST, os dias de paralisação deverão ser compensados em até 180 dias.
Plano de saúde
O custeio do Saúde Caixa foi o principal ponto de divergência entre os bancários e a empresa. Os sindicatos pediam o fim da coparticipação até o teto de 6,5% da folha de pagamento e a retomada da divisão de 70% dos descontos para a Caixa e 30% para os empregados, sem reajuste.
Durante as negociações, a Caixa ofereceu elevar o teto para 9% a partir de 2027. Conforme estimativa apresentada pelas entidades, a mudança permitiria cerca de R$ 1 bilhão adicional por ano para o plano, mas não retomaria o modelo 70/30.
Os ministros mantiveram as regras do acordo coletivo anterior, com atualização dos valores pelo INPC mais 0,6%. Também foi preservada a mensalidade do titular em 3,5% da remuneração, além das demais regras sobre dependentes, beneficiários indiretos, consultas em pronto-socorro e teto de coparticipação.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo marcou uma assembleia online para as 18h para decidir se acata a decisão judicial e encerra a greve.








