CURITIBA — Álvaro da Silva morreu em 16 de agosto, aos 79 anos, por problemas renais. Ele presidiu desde 1996 a Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio, entidade criada há 138 anos e voltada à valorização da cultura negra no Paraná.
Nascido em Joinville (SC), Álvaro chegou ainda menino a Curitiba (PR). Seu pai, Euclides da Silva, foi presidente da Sociedade por duas décadas. Fundado por ex-escravizados, o espaço se tornou um ponto de resistência e cultura para a população curitibana.
A prefeitura de Curitiba destacou a contribuição de Álvaro para a preservação da entidade e definiu sua trajetória como “Uma vida de dedicação e devoção à causa”. Ele permaneceu à frente da instituição até pouco antes de morrer.
Amigos e familiares lembram que Álvaro frequentava os bailes até o fim e cresceu dentro do clube. Também participava dos Carnavais de Curitiba como folião e mestre de bateria nas escolas de samba. Segundo o sobrinho Mario da Silva, ele conversava com todos nos eventos, mas era firme com quem desrespeitava a Sociedade.
A irmã, Lucilia da Silva, o descreveu como atencioso e disposto a ajudar. A filha, Amanda da Silva, afirmou que ele ensinava a seguir o caminho certo e a buscar recomeços diante das dificuldades.
Álvaro trabalhou como cobrador de ônibus e porteiro no edifício Asa, no centro de Curitiba. Nas horas vagas, gostava de ficar com a família, assistindo a filmes, programas humorísticos e novelas. Foi casado com Jussara desde 1984.
Ele deixa a mulher, cinco irmãos, uma filha e quatro netos.








