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Amor ao Cinema destaca obras de ruptura e diferentes visões sobre a sétima arte

Mostra do Cinesesc começa em 9 de setembro e reúne filmes sobre a linguagem cinematográfica, a política e a experimentação.

Amor ao Cinema destaca obras de ruptura e diferentes visões sobre a sétima arte
Foto: Divulgação

A sessão comentada de “Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava” terá a presença da diretora Fernanda Pessoa, que participará do debate após a exibição. O filme-ensaio identifica sinais políticos de oposição à ditadura em produções antes associadas principalmente a intenções sexuais.

A obra integra a mostra Amor ao Cinema, promovida pelo Cinesesc desde 2023, que começa em 9 de setembro. A programação é organizada em duas frentes: filmes que tratam do próprio cinema e obras de ruptura.

Entre os destaques da primeira seção está “A História do Documentário: Introdução”, do historiador do cinema Marc Cousins. O filme será exibido na abertura do evento, às 20h, no dia 9 de setembro.

Cinema como tema

A mostra também apresenta “Os Diários de Ozu”, de Daniel Raim, dedicado às anotações e aos textos que ajudam a investigar a criação de Yasujiro Ozu, e “A Negação do Brasil”, de Joel Zito Araujo, sobre as dificuldades enfrentadas por atores negros no cinema e no teatro brasileiros.

A seleção inclui ainda “Vida e Morte Madalena”, de Guto Parente; “Cinema, Aspirinas e Urubus”, de Marcelo Gomes; “Na Teia da Aranha”, de Kim Jee-Woon; e “Blow Up”, de Antonioni. O programa traz também “Filmar ou Morrer”, de Lucia Nagib, e “Para Vigo Me Voy”, análise da obra de Carlos Diegues feita por Lírio Ferreira e Karen Harley.

Fernando Coni Campos é o homenageado da edição. O diretor aparece nas duas seções por seu trabalho ligado à experimentação e à vanguarda, além de filmes políticos e obras marcadas pelo humor. “Ladrões de Cinema” será exibido ao lado do documentário “Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha”, de Luis Abramo e Pedro Rossi. Entre os títulos associados ao cineasta está também “O Mágico e o Delegado”.

Rupturas no cinema

A segunda parte reúne desde filmes mudos, como “O Encouraçado Potemkin”, de Serguei Eisenstein, “Metropolis”, de Fritz Lang, “A Idade de Ouro”, de Buñuel, e “Limite”, de Mario Peixoto, até “Eles Vivem”, de John Carpenter.

O cinema feito por mulheres aparece com “Os Encontros de Anna”, de Chantal Akerman; “Desejo e Obsessão”, de Claire Denis; “A Mulher Sem Cabeça”, de Lucrecia Martel; e “As Pequenas Margaridas”, de Vera Chytilova, que satiriza o regime soviético, os homens e o partido.

A seleção inclui “A Garota Negra”, primeiro filme de Ousmane Sembene, lançado em 1966 e também conhecido como “A Negra de...”. A produção acompanha uma jovem senegalesa que trabalha como empregada doméstica na França.

“Primavera para Hitler”, comédia de Mel Brooks, mostra um produtor que tenta transformar em sucesso uma peça escrita por um neonazista. O filme é apresentado como uma sátira de costumes que ganhou novos sentidos diante da mudança das ideias políticas desde 1967.

Também fazem parte da mostra “Parque da Punição”, de Peter Watkins, de 1971, e “Quando Fala o Coração”, de Hitchcock. A programação busca aproximar diferentes períodos, estilos, países e perspectivas do cinema.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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