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“Bunker” coloca casamento em crise diante de escolhas morais em Veneza

Filme de Florian Zeller, com Penélope Cruz e Javier Bardem, acompanha um casal dividido por dinheiro, ciúme e insatisfação pessoal.

“Bunker” coloca casamento em crise diante de escolhas morais em Veneza
Foto: Tamara Arranz/Divulgação

A proposta de construir um bunker para um milionário que quer se proteger de uma revolta dos pobres coloca em conflito Sofía e Miguel, casal no centro de “Bunker”, de Florian Zeller. Ela considera que o marido colaboraria com alguém que contribui para a desigualdade; ele avalia se aceita o trabalho que pode lhe render milhões.

O filme, exibido na competição do Festival de Veneza nesta terça, acompanha um casamento que já dura quase 20 anos. Sofía é editora, e Miguel, arquiteto. Os dois são bem-sucedidos, têm filhas saudáveis e vivem em uma casa bonita, mas a relação é marcada pela sensação de que algo está faltando.

A tensão também aparece em conflitos menores. Miguel se irrita quando um vizinho abre um buraco no muro entre as casas, enquanto Sofía considera exagerada a reação do marido. A crise aumenta quando um escritor mais jovem sai para jantar com a editora e desperta o ciúme de Miguel.

Amor, aparência e desgaste

A história começa com uma lembrança sobre o primeiro diálogo do casal. Miguel afirma que se apaixonou ao ouvir Sofía falar e que chegou a chorar. Depois, admite que seus olhos foram irritados pelos pelos de um gato que passou perto. A mesa ri, e alguém resume a situação: “Até as maiores histórias de amor já começam com alguma mentira”.

Para o filme, o amor não é suficiente para manter uma relação. A obra também aborda a insatisfação pessoal e as renúncias feitas por Sofía ao longo da união. A ideia de um casamento perfeito como abrigo contra os problemas é colocada em dúvida: alguma fissura pode surgir, e sua reparação depende do trabalho dos dois.

Zeller escreveu “Bunker” diretamente para o cinema. O diretor é conhecido por trabalhos teatrais que foram adaptados para as telas, especialmente “Meu Pai”, de 2020. Embora algumas cenas mantenham traços de teatralidade, o longa foi considerado bem resolvido no texto-fonte.

Penélope Cruz e Javier Bardem interpretam o casal. As atuações dos dois são destacadas, assim como a força adquirida quando dividem as cenas, algo associado também ao fato de serem um casal na vida real.

Outro filme na competição

Casey Affleck apresentou “Company”, trama que reúne histórias ambientadas em três períodos. A narrativa começa com uma mulher chegando a uma casa desconhecida durante uma noite chuvosa de Natal. Depois de ser convidada a entrar, ela conta histórias aos participantes de uma festa.

Uma delas envolve um ermitão da década de 1950, que ajuda uma mulher encontrada desacordada durante uma nevasca. Ao despertar, ela narra outra história, sobre um casal camponês do começo do século 20 que socorreu um rapaz encontrado na neve. O jovem busca vingança contra quem o violentou na infância.

As conexões entre as tramas ficam mais claras adiante, mas o filme foi descrito como disperso, com histórias pouco atrativas e fotografia geralmente escura. Affleck também dá bastante espaço ao personagem interpretado por seu filho, Atticus Affleck.

“Company” é o terceiro longa dirigido por Casey Affleck. Antes, ele havia comandado “Luz da Minha Vida”, de 2019, filme que também protagonizou. O texto-fonte afirma que, como diretor, ele demonstra menos habilidade e que a nova obra se torna cansativa e não chega a um destino definido.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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