Luiz Inácio Lula da Silva não comentou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, durante evento no Palácio do Planalto. A medida foi determinada mais cedo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.
Na cerimônia, Lula assinou decretos para criar quatro reservas no Amazonas e ampliar o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. As ações marcaram o Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.
O presidente afirmou que as políticas ambientais podem ser desfeitas caso Jair Bolsonaro (PL) volte a ser sucedido por alguém contrário à proteção ambiental. Ao criticar a gestão do ex-presidente, Lula disse que “para destruir isso não precisa ter nenhuma reunião, é só um salafrário qualquer, que não gosta da questão ambiental, assumir o governo”.
Lula também falou sobre a preparação do governo para enfrentar o El Niño. “Nunca antes na história do Brasil, um governo se preparou tanto para enfrentar o El Niño como nós nos preparamos”, declarou. Ele afirmou que não é possível saber qual será o tamanho do fenômeno, mas disse que o governo trabalhou com rapidez e precisão para comprar e contratar o que falta.
Decisão sobre a Polícia Federal
A determinação de Mendonça ocorreu no contexto do embate com o ministro Alexandre de Moraes, iniciado na semana passada. Na decisão, Mendonça mencionou “relatórios de inteligência” elaborados pela Polícia Federal e usados por Moraes para solicitar uma investigação contra ele.
A expectativa é que a Advocacia-Geral da União, comandada pelo ministro Jorge Messias, recorra da ordem. Messias foi citado nos relatórios mencionados na decisão.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também não se manifestaram publicamente sobre o afastamento. Os dois participaram de um evento na Câmara e não responderam aos jornalistas antes ou depois da cerimônia.








