A participação de Macklemore nas datas restantes da turnê de Ed Sheeran nos Estados Unidos foi cancelada depois que os locais dos próximos shows informaram que não permitiriam a presença do rapper na programação. A Messina Touring Group, promotora da etapa americana, disse que manter o artista poderia levar ao cancelamento da turnê e afetar centenas de milhares de fãs.
Macklemore estava escalado para abrir oito dos dez shows que ainda restavam. A agenda será retomada em 19 de setembro, na Filadélfia. As casas de espetáculo que teriam rejeitado seu retorno ficam em Boston, Atlanta, Charlotte, Indianápolis, Dallas e Tampa.
Discurso sobre Gaza
No dia 4 de setembro, entre músicas, Macklemore disse “Free Palestine” no palco e afirmou que queria que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia soubessem que não haviam sido esquecidas. A fala motivou uma petição do Conselho Israelense-Americano pela retirada do rapper da turnê.
Em comunicado divulgado na segunda-feira (14), Macklemore afirmou: “As vítimas são o povo palestino”. Ele também escreveu que não é uma vítima e citou Ed Sheeran e Pink ao dizer que os artistas têm carreiras, recursos, segurança e público no mundo todo.
O rapper alegou que Robert Kraft, proprietário do New England Patriots e do Gillette Stadium, telefonou para Sheeran e disse que não permitiria sua apresentação no estádio, onde um show estava previsto para o final de setembro. Segundo Macklemore, Kraft reuniu outros proprietários, que teriam dado a Sheeran um ultimato: a permanência do rapper na turnê impediria apresentações nos locais.
A Messina Touring Group afirmou que, após conversas com as partes envolvidas, Macklemore não participará das datas restantes como atração de apoio. No comunicado, o rapper disse entender os riscos financeiros e profissionais que fazem Sheeran e outros artistas hesitarem em se manifestar, mas declarou que a neutralidade não seria possível diante do conflito entre Israel e Palestina.







