MASSACHUSETTS — A defesa de Lindsay Clancy pediu nesta terça-feira (8) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conceda um indulto à ex-enfermeira acusada de matar os três filhos. O advogado Kevin Reddington fez o pedido durante o programa Good Morning America.
Clancy, de 36 anos, é acusada de estrangular Cora, de 5 anos; Dawson, de 3 anos; e Callan, de 8 meses, em janeiro de 2023, na casa da família, em Massachusetts. Ela admite ter matado as crianças, mas se declarou inocente das acusações de homicídio e alegou insanidade.
A defesa afirma que Lindsay Clancy enfrentava psicose pós-parto quando os assassinatos ocorreram. Depois de estrangular os filhos, ela tentou suicídio e ficou paraplégica.
Na última sexta-feira (4), um juiz declarou nulo o julgamento porque o júri não chegou a um veredito unânime. Em comunicado, a Casa Branca afirmou que o poder presidencial de indulto se aplica somente a condenações federais, e não a condenações estaduais, como no caso de Clancy. Por isso, o pedido teria efeito mais simbólico do que prático.
Trump afirmou que acompanhava o caso e disse que Clancy "fez uma coisa horrível". O presidente também declarou que ela "pagará o preço, será em um manicômio ou na prisão, ou algo do tipo".
Mesmo reconhecendo que se trata de um processo estadual, Reddington afirmou que buscaria a ajuda do presidente. Para o advogado, Trump poderia considerar uma intervenção e influenciar o promotor responsável, Tim Cruz, que também é republicano.
Reddington havia demonstrado confiança em um acordo para evitar um novo julgamento. Depois, porém, disse ter rejeitado uma proposta da acusação, afirmando que sua cliente "não merece ir para a prisão porque estava doente" quando matou os filhos.








