SUL DO LÍBANO — Um terremoto de magnitude 4,1 foi registrado por volta das 18h08 (horário local) desta quinta-feira (10/9), depois de um ataque israelense contra uma base subterrânea do Hezbollah. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o abalo ocorreu a 10 quilômetros de profundidade.
Até o momento, não foram relatados danos materiais significativos nem vítimas relacionados ao terremoto. O ataque atingiu uma área subterrânea que, conforme a Força de Defesa de Israel (IDF), abrigava dezenas de foguetes, mísseis e drones produzidos no Irã.
A IDF também afirmou que o local reunia um centro de controle de operações, salas destinadas a munições e espaços de permanência para integrantes do Hezbollah. Jabal All Taher, porta-voz da corporação, declarou que as pessoas presentes na base foram “eliminados ou fugiram”.
Declarações de Israel
Segundo Taher, a rede subterrânea foi construída ao longo de duas décadas com financiamento e orientação do governo iraniano. Ele afirmou que, nos últimos meses, as forças israelenses cercaram a área e aumentaram a pressão sobre os túneis e os integrantes do Hezbollah que estavam neles.
A IDF disse que continuará atuando no sul do Líbano para retirar ameaças e destruir infraestruturas que classificou como terroristas. A corporação afirmou ainda que não permitirá ações do Hezbollah contra cidadãos de Israel.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, publicou no X imagens das explosões. Ele afirmou ter destruído “o maior posto iraniano fora do Irã” e mencionou os túneis de Ali Taha, no Líbano.








