O repórter Ali Chbib e um cinegrafista ficaram feridos após uma explosão atingir a área onde a equipe da emissora Al-Manar trabalhava no sul do Líbano. O episódio ocorreu no domingo (6/9), em Nabatieh al-Fawqa, pouco antes de Chbib entrar ao vivo.
Imagens exibidas pela emissora mostram o jornalista se abaixando logo após a explosão. Fogo e fragmentos aparecem diante da câmera, e a transmissão é interrompida em seguida. O Ministério da Saúde do Líbano confirmou que dois jornalistas ficaram feridos nos ataques registrados na região naquele dia.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que sabiam do ferimento de um jornalista durante uma operação perto de uma estrutura que, segundo os militares, tinha ligação com o Hezbollah. A corporação afirmou: “As IDF não têm como alvo indivíduos não envolvidos ou jornalistas em nenhuma circunstância”.
Em comunicado divulgado pelo Telegram, as forças israelenses informaram que atacaram a região de Nabatieh após o lançamento de drones com explosivos pelo Hezbollah. As IDF disseram que vários integrantes do grupo morreram.
O Ministério da Saúde libanês informou que 12 pessoas, entre elas duas mulheres, morreram nos ataques israelenses realizados no sul do país no domingo. Nove mortes ocorreram em diferentes ataques em Nabatieh al-Fawqa.
As ações aumentaram no Líbano o temor de uma nova campanha militar israelense. A escalada ocorre apesar do cessar-fogo firmado em junho entre Israel e o Hezbollah, que reduziu significativamente os combates. Mesmo após o acordo, tropas israelenses permaneceram em áreas do sul do Líbano e mantiveram operações na região.
As IDF também relataram ataques ao norte da chamada zona de segurança, em alguns casos sem avisos de evacuação. Segundo os militares, os alvos incluíam locais usados para armazenar armas do Hezbollah e um centro de comando instalado em um prédio que havia funcionado como hospital. As forças israelenses afirmaram ter usado munições de precisão e monitoramento aéreo para reduzir os danos a civis.








